Liga da Justiça é interrogada e nega denúncia de extorsão
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O ex-vereador Jerônimo Guimarães Filho; seu filho Luciano Guinâncio Guimarães; Leandro Paixão Viegas, o Leandrinho Quebra-ossos; e Alcemir Silva, o Fumão, acusados de pertencerem ao grupo conhecido como Liga da Justiça foram interrogados nesta terça-feira, dia 14, pela juíza Alessandra de Araújo Bilac, da 1ª Vara Criminal de Campo Grande.
No final da audiência, relativa ao processo em que eles são acusados de extorquir Juarez Marcelino Dutra, dono de dois veículos de transporte alternativo de Campo Grande, Zona Oeste do Rio, a juíza revogou a prisão preventiva dos acusados. No entanto, eles continuam presos por causa de outros processos pelos quais respondem.
Durante os interrogatórios, todos negaram ter qualquer envolvimento com o transporte alternativo, com exceção de Alcemir, que disse que trabalhava como fiscal de vans em Campo Grande, anotando os horários de chegada e de saída das mesmas da garagem. Alcemir também foi o único que confirmou conhecer Juarez Marcelino Dutra, afirmando que o mesmo pertencia à cooperativa que o contratou para o trabalho de fiscal. Os réus também afirmaram que não se conheciam até serem presos, com exceção de Jerominho e Luciano, que são pai e filho, e que só ouviram falar da Liga da Justiça através da imprensa.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, desde 2005, os quatro acusados reuniam-se com o objetivo de, entre outras atividades, praticar atos de extorsão a motoristas e cooperativas de transportes alternativos de passageiros que atuam na Zona Oeste. Na época, Juarez Marcelino Dutra, dono de dois veículos de transporte alternativo, acusou o réu Alcemir de tê-lo constrangido a pagar R$ 44,00 por dia para continuar circulando. Meses depois de fazer a denúncia, Juarez foi morto com vários tiros.