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Lewandowski deixa a Justiça e governo inicia reformulação da pasta

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Ronaldo Nóbrega 08 de janeiro de 2026
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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, deixará o cargo nesta sexta-feira (9.jan.2026). A saída foi confirmada pelo Palácio do Planalto e abre oficialmente um processo de reformulação no comando da pasta, em meio ao último ano do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Lewandowski já havia comunicado a decisão ao presidente e à equipe ministerial em dezembro. Segundo interlocutores, a transição vinha sendo preparada de forma discreta nas últimas semanas. O ministro atribui a saída a motivos pessoais e ao entendimento de que cumpriu o ciclo à frente da pasta.

Com a vacância, o secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto deve assumir interinamente o ministério. Paralelamente, Lula discute um nome definitivo e avalia mudanças mais amplas na estrutura e na equipe da Justiça, que podem incluir a saída de outros secretários.

A gestão de Lewandowski foi marcada por esforços de modernização da Polícia Federal, fortalecimento da cooperação entre forças de segurança e apresentação de propostas estruturais, como a PEC da Segurança Pública e o Projeto de Lei Antifacção. Ambas, no entanto, perderam força ao longo da tramitação no Congresso.

A saída do ministro reacende, dentro do governo, a discussão sobre o desmembramento do Ministério da Justiça e Segurança Pública, hipótese que vem sendo considerada como parte de uma reorganização administrativa mais ampla. O movimento ocorre em um contexto de ajustes no primeiro escalão e de crescente influência do calendário eleitoral sobre as decisões do Planalto.

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