
A ministra Cármen Lúcia participou da palestra “O Brasil na visão das lideranças públicas", organizada pelo Instituto FHC, em São Paulo. “Algumas pessoas não vão querer ir, porque a nossa família não quer que a gente fique. Para nós mulheres, nem se fala, a dificuldade é enorme, porque o discurso de ódio contra homem é mau administrador. Contra nós, os senhores já viram o que fazem a meu respeito, ele é sexista, machista e desmoralizante. Todo mundo da família fala: Cármen, sai disso, já fez o que tinha o que fazer”, afirmou a ministra.
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse na segunda-feira (13.04.2026) que é aconselhada por familiares a deixar o cargo diante das ofensas machistas que recebe diariamente, e citou as ameaças sofridas pelos integrantes da Corte e avaliou que alguns magistrados podem recusar assumir uma cadeira no Supremo para não serem alvos de ataques.
Transparência
A ministra também reconheceu que há um "momento de tensão", no qual o Supremo Tribunal Federal é questionado pela sociedade, e disse que não faz nada errado. "Da minha parte, podem dormir tranquilos, porque eu tento fazer o melhor todo dia e não há nenhuma linha minha que não seja com base na lei. Eu já votei contra o meu pai, que estava vivo, e avisei a ele, no caso dos poupadores", completou.
Não é a primeira vez que Cármen Lúcia, única ministra da Corte, expõe ser alvo de ataques machistas. No mês passado, ela disse que foi comunicada sobre uma ameaça de bomba com o intuito de matá-la.
Gilmar Mendes diz que não há base legal para CPI indiciar ministros
Ministra Cármen Lúcia diz que é aconselhada a deixar STF por ataques machistas
Debate aponta urgência no combate ao racismo e à misoginia, que vêm crescendo
Deputado tenta destravar R$ 5,2 bilhões e salvar regime de data centers
STF discute anistia a partidos e Márlon Reis cita R$ 700 milhões fora das cotas