MAIS RECENTES
 

Expresso

Fabrício Klein explica quando aposentados e pensionistas com doenças graves podem garantir a isenção do IR

Copyright Arq/Instagram
Imagem do Post
Da Redação.
Ouça este conteúdo
1x

A isenção do Imposto de Renda para aposentados, pensionistas e militares inativos diagnosticados com doenças graves ainda é um tema cercado de dúvidas, especialmente quando o paciente está em tratamento, clinicamente estável ou sem sintomas aparentes.

A legislação brasileira prevê o benefício para pessoas com determinadas enfermidades, entre elas câncer e cardiopatia grave. Na prática, porém, muitos contribuintes encontram dificuldades para comprovar o direito, sobretudo diante de exigências administrativas, interpretações restritivas de laudos médicos e desconhecimento sobre a documentação necessária.

Em vídeo publicado em rede social, o advogado tributarista Fabrício Klein (foto) chamou atenção para a complexidade desses casos. Segundo ele, pedidos de isenção não devem ser tratados como simples procedimentos burocráticos, já que envolvem histórico clínico, documentos médicos, análise tributária e, em muitos casos, discussão judicial.

“Orientar aposentados, pensionistas e militares inativos que tiveram câncer ou cardiopatia grave na conquista da isenção do Imposto de Renda é uma missão que exige especialização, alta performance e gestão de excelência”, afirmou Klein.

O advogado também destacou que a condução dos pedidos exige planejamento para evitar entraves nas esferas administrativa e judicial. “Não se trata apenas de um processo. Trata-se de garantir uma melhor condição financeira, com impacto direto na qualidade de vida de quem já enfrentou tanto”, disse.

A controvérsia costuma surgir quando o contribuinte, apesar de já ter recebido diagnóstico de doença grave, apresenta quadro controlado ou ausência de sintomas atuais. Nesses casos, decisões judiciais têm reconhecido que a melhora clínica ou o sucesso do tratamento não afastam necessariamente o direito à isenção, desde que a doença esteja comprovada.

Especialistas apontam que a organização documental é uma das etapas mais importantes para evitar negativas. Laudos médicos, exames, prontuários, relatórios de tratamento, comprovantes de aposentadoria ou pensão e informes de rendimentos podem ser essenciais para demonstrar a situação do contribuinte.

Além da interrupção da cobrança, o contribuinte também pode discutir a restituição de valores pagos indevidamente, respeitado o prazo legal. A possibilidade é considerada relevante para pessoas que, mesmo enquadradas na legislação, continuam tendo Imposto de Renda retido todos os meses.

Fabrício Klein é advogado, mestre em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), pós-graduado em Direito Civil, Direito e Economia e MBA pela Fundação Getulio Vargas (FGV). É autor do livro “Cardiopatias Graves e Isenção do Imposto de Renda”, publicação que trata dos aspectos jurídicos e práticos relacionados ao benefício fiscal.

A obra está disponível na Amazon.

https://www.amazon.com.br/Cardiopatias-Graves-Isen%C3%A7%C3%A3o-Imposto-Renda/dp/8588194198

Compartilhe!