
Setembro começou sob pressão para o mercado de apostas. Em pouco mais de duas semanas, a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) entrou em choque com o governo Lula e notificou extrajudicialmente o candidato à Presidência Romeu Zema (Novo).
O primeiro episódio ocorreu em 1º de setembro, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu representantes da sociedade civil para discutir os impactos das apostas online. O mercado regulamentado e a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), responsável pela regulação e fiscalização do setor, não participaram.
A ANJL divulgou nota de repúdio e afirmou que discutir as bets sem ouvir os operadores autorizados compromete a pluralidade do debate. O governo, por sua vez, avalia medidas diante de problemas associados às apostas, como endividamento e dependência.
Duas semanas depois, a entidade notificou Zema por declarações que considera falsas ou distorcidas sobre o mercado regulamentado. A ANJL pediu retratação pública e afirmou que poderá adotar medidas judiciais. A notificação, por si só, não significa que as declarações tenham sido consideradas falsas pela Justiça.
Zema tem adotado discurso crítico às apostas online durante a campanha.
A disputa ocorre também em meio ao combate ao mercado clandestino. A ANJL afirma que 85 empresas estão autorizadas a operar no país e que mais de 60 mil sites ilegais já foram bloqueados.
Setembro, assim, colocou as bets no centro de duas frentes políticas: a discussão do governo Lula sobre novas medidas para o setor e o debate eleitoral provocado pelas críticas de Zema.
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