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Expresso

Tribunal de Justiça recebe o Conselho Penitenciário Estadual

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Os desembargadores Pedro Ranzi, Presidente do Tribunal de Justiça, e Samoel Evangelista, Corregedor Geral da Justiça, receberam na tarde de terça-feira, 21, no Palácio da Justiça, a visita de representantes do Conselho Penitenciário Estadual.

Também participaram da reunião o Secretário de Justiça e Direitos Humanos, Henrique Corinto, o Promotor de Justiça Felisberto Fernandes, o Advogado Acreanino Naua (representante da OAB/AC),  o Defensor Público Martiniano Cândido Siqueira,a Professora Francisca Elenir Melo (representante da Secretaria Estadual de Educação), o Diretor do Instituto de Administração Penitenciária, Leonardo Carvalho, o representante do CDDHEP, Eleandro Pinheiro Braga, e o Médico Mauro Oshimotto, representante da Secretaria Estadual de Saúde, que também fazem parte do Conselho.

Órgão consultivo responsável por fiscalizar a execução de penas e inspecionar estabelecimentos e serviços penais, o Conselho expôs durante o encontro a necessidade de se discutir a adoção de providências para aperfeiçoar os serviços da Vara de Execuções Penais (VEP).

Na avaliação do Presidente do Conselho, Procurador da República Ricardo Gralha Massia, o Poder Judiciário precisa tornar mais célere a apreciação dos pedidos de concessão de benefícios estabelecidos na Lei de Execuções Penais, principalmente de comutação de pena e indulto natalino.

Durante o encontro, Ricardo Massia entregou ao Presidente do TJ ofício solicitando a adoção medidas que venham proporcionar a solução de problemas detectados pelo Conselho.

"Nosso objetivo nesta visita é iniciar um diálogo do Conselho Penitenciário com todas as instituições que participam do processo de execução da pena, para que isso atenda ao determinado na lei", explicou o Massia.

Segundo ele, nos próximos dias os membros do Conselho se reunirão com representantes de outras instituições, na tentativa de discutir mecanismos capazes de viabilizar o processo de ressocialização do preso.

Sobre o assunto, após ouvir os visitantes, o Presidente Pedro Ranzi afirmou que o Tribunal se comprometerá a fazer um estudo da situação indicada pelo Conselho, para implementar as mudanças necessárias para otimizar os serviços da Justiça. 

"Entendemos que o preso não deve passar um dia ou hora a mais do que o tempo necessário", enfatizou o Presidente, acrescentando que o Poder Judiciário tem procurado atentar e cumprir com os benefícios a que os reeducandos tenham direito.

Para o Corregedor Samoel Evangelista, tanto o Poder Judiciário como o Conselho Penitenciário têm objetivos comuns, que são a de fazer executar bem a pena. “É evidente que o Conselho traz para nós demandas, algumas reivindicações de ordem administrativa, que serão analisadas, porque nossos os objetivos são comuns. Todos nós queremos que a execução da pena aconteça de forma correta", concluiu o Corregedor.

Conselho Penitenciário Estadual 

Nomeados pelo Governador Arnóbio Marques por meio do decreto nº 3.823, de 5 de fevereiro de 2009, os conselheiros cumprem mandato de quatro anos e representam o Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, Defensoria Pública do Estado, Sistema Penitenciário Estadual, Ordem dos Advogados do Brasil, Assembléia Legislativa, Universidade Federal do Acre, secretarias de Estado de Educação, Justiça e Direitos Humanos, Segurança Pública, Saúde e Centro de Defesa dos Direitos Humanos e Educação Popular do Acre.

Vinculado à Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos, o Conselho tem como principal função inspecionar os estabelecimentos e serviços penais. Os cinco estabelecimentos prisionais do Acre estão localizados nos municípios de Tarauacá, Cruzeiro do Sul, Sena Madureira e Rio Branco, que abrigam uma população de aproximadamente 3,5 mil reeducandos.



Fonte: TJAC.

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