
Um novo estudo da PSR Consultoria para o Instituto Clima e Sociedade (ICS) quantificou as emissões de CO2 das termelétricas a gás natural relativas à Lei da Desestatização da Eletrobras e evidencia a preocupante relação entre essas emissões e as ambições do Brasil de se tornar um grande produtor e exportador de hidrogênio verde (H2V).
A Lei Nº 14.182 previu a contratação obrigatória de 8000 MW de termelétricas a gás natural operando de forma quase contínua. São recursos menos competitivos, ou seja, provocam aumento de tarifas e ainda emitem mais de 20 milhões de toneladas de CO2 por ano.
Essas emissões podem comprometer a produção competitiva de H2V no Brasil. A União Europeia, principal mercado-alvo das exportações brasileiras, definiu que países com 90% ou mais de produção renovável podem utilizar a rede elétrica nacional para produzir o H2V, o que é uma grande vantagem por reduzir os custos de produção do H2V. O Brasil teve, em 2022, 92% de participação renovável, o que lhe garantiria este benefício. Entretanto, o estudo mostra que a referida Lei pode ameaçar essa vantagem e fazer com que o Brasil perca boas oportunidades de se tornar um grande fornecedor de hidrogênio verde.
Esta é uma posição que o país está buscando. Existem atualmente dois projetos de lei em discussão no Congresso sobre H2V que poderiam abrir espaço para que o país ganhe destaque como produtor e exportador.
O estudo pode ser acessado no link.