
A ONU condenou a anexação, a assembleia parlamentar do Conselho da Europa declarou o regime russo "terrorista". Chefe da diplomacia europeia adverte: se a Rússia quebrar tabu nuclear as tropas russas serão aniquiladas. A anexação de mais quatro regiões da Ucrânia pela Rússia recebeu uma mensagem clara de condenação. Na Assembleia Geral das Nações Unidas, ao lado de Moscou só votaram 4 países. Na quinta-feira, a Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, órgão que reúne representantes de 46 países, declarou a Rússia um "estado terrorista".
Alexander Venediktov, secretário adjunto do Conselho de Segurança da Federação Russa, diz que a adesão da Ucrânia na OTAN é caminho para um conflito que arrastará o mundo inteiro. Na reunião de Ministros da Defesa da OTAN, ao pedido de ajuda do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky para proteger os céus do seu país, foi anunciado que a Espanha irá enviar 4 lançadores de mísseis Hawk e uma bateria de mísseis antiaéreos Aspide e o secretário-geral Jens Stoltenberg prometeu o envio para Kiev de centenas de equipamentos antidrone, 15 países europeus associaram-se a um projeto para a compra conjunta de sistemas de defesa antiaérea.
Emmanuel Macron respondeu no Twitter à ameaça russa e disse não querer uma guerra mundial. Na quarta-feira a comunidade internacional contornou as limitações do Conselho de Segurança da ONU - órgão onde a Rússia tem assento permanente - e na Assembleia Geral o projeto de resolução que condena a anexação de territórios ucranianos recebeu a aprovação de 143 países, a abstenção de 35 e 10 não registram o voto. Contra a resolução, ao lado de Putin, apenas a Bielorrússia de Lukashenko, a Síria de Assad, a Coreia do Norte de Jong-un e a Nicarágua de Ortega.
Em Estrasburgo, em outro foro internacional, a Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, a Resolução da autoria da Estônia, na qual se declara a Rússia como um "estado terrorista", foi aprovada por unanimidade. Para evitar a expulsão do Conselho da Europa, Moscou retirou-se da organização em março. Zelensky, que se dirigiu aos parlamentares do Conselho da Europa, pediu a criação de um tribunal especial para os crimes de guerra russos, enquanto em Haia o procurador do Tribunal Penal Internacional defendeu a legalidade da extradição de prisioneiros russos suspeitos de crimes de guerra para o TPI.