
Por Ronaldo Medeiros | CEO Editor
Na data em que se comemora o Dia da Mulher Advogada, 15 de dezembro, oportunidade em que divulgamos mais uma vitória. Terça-feira, 14.dez.2021, o Conselho Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF), atuou novamente para a defesa das garantias legais da advocacia.
A advogada Melanie Costa Peixoto representou junto a OAB/DF o Presbitério Brasília-Sul por violação às suas prerrogativas no exercício da profissão. O processo 07.0000.2021.010152-2 foi julgado na sessão, véspera da data comemorativa da mulher advogada.
Em entrevista à Justiça em Foco, Melanie Peixoto falou que foi um dia histórico na vida profissional daquela advogada e de todas que representa. — Talvez na primeira vez na história da OAB se acolheu a representação pelas ofensas, impedimento e tolhimento do exercício profissional pela condição de gênero na defesa de cliente em processo em uma organização religiosa.
“Importante que se diga que o Presbitério sequer apresentou resposta à OAB/DF no processo. Eram incontroversas as faltas representadas, pelo que não as contestou. Nesta data comemorativa da advogada mulher é importante ainda relembrar que as mulheres continuam sendo cerceadas por diversas formas, usando até mesmo a interpretação da doutrina cristã, para as humilhar e constranger, como fizeram naquele processo religioso. Até quando?”, afirmou a advogada.
Para ela, a OAB/DF demonstrou em seu julgamento mais sensível ao acolhimento da pessoa humana do que aquela organização religiosa.
Na tentativa de uma doutrina verticalizada, excludente, “organizações religiosas” como a de pastores e líderes identificados nominalmente naquele processo da OAB/DF têm se preocupado com dogmas e deixou de se preocupar com as “ovelhas”, e muitos desses “pastores” e líderes religiosos parecem estar desprovidos da verdadeira autoridade bíblica.
A defesa da Palavra de Deus sem amor não é cristã. Ofender e restringir uma advogada mulher, a constrangendo, não é cristão. É mais uma defesa deles próprios e do que acham que são seus papéis.
Se o primeiro mandamento é esse: amar a Deus acima de tudo e seu irmão e irmã como a si mesmo, como aceitar tal tratamento a uma mulher, e pior, no exercício de tão nobre profissão?
Ninguém ama a si mesmo se desrespeitando.
Quanto à mulher, os abusos nas ditas “igrejas” são muitos e muitas das vezes sutis, psicológicos, e continuam a existir, devendo ser efetivamente coibidos, como o fez a OAB/DF.
O julgamento foi oficiar o referido Presbitério e o ato público de desagravo.
Parabéns a todas as advogadas mulheres!
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