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OAB se cala diante de denúncias sobre irregularidades em urnas eletrônicas

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Da redação (Justiça Em Foco) com Mário Benisti.
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As suspeitas de fraudes nas urnas eleitorais viraram alvos constantes de denúncias no período eleitoral, principalmente nas últimas edições de escolha de representantes do povo. Indícios da falta de segurança são rebatidos com frequência pelo Tribunal Superior Eleitoral, que garante total segurança aos aparelhos de votação. Recentemente, o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), veio a público demonstrar preocupação com possíveis falhas no aparelho de votação.

Autoridades do setor acadêmico também já se posicionaram de maneira duvidosa sobre o processo eleitoral vigente. A única instituição pública que há um bom tempo não se manifestou sobre a seguridade da urna eletrônica foi a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), uma das referências no judiciário nacional. 

No atual cenário, a OAB deveria se manifestar sobre a (in) segurança na hora do voto? Mesmo com a garantia da corte eleitoral sobre a segurança das urnas, há suspeitas de irregularidades denunciadas pelos mais diversos eleitores, de norte a sul do país. A entidade, que luta pela preservação dos direitos adquiridos, se isenta quando indivíduos reclamam sobre o exercício da cidadania ser retirado por conta de irregularidades obscuras.

O momento de polarização entre os brasileiros exige das entidades públicas e representativas a garantia de todos os direitos, acompanhando com seriedade e transparência a proteção dessas conquistas. A OAB, que sempre lutou para garantir o estado de Direito, deve atuar para ressaltar a certificação desses direitos, dentre eles, o de poder votar com segurança.

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