
A imprensa festiva – de forma incendiária – usando extintor com gasolina para debelar incêndios, tenta explodir o PSL provocando uma briga interna para desestabilizar o partido, com o propósito de atingir o presidenciável Jair Bolsonaro.
Setores da grande mídia nacional desconhecem a história da legenda e seu legendário fundador, deputado federal pernambucano Luciano Bivar. Um democrata, que sempre esteve à frente de seu tempo, sobretudo quando se coloca acima das questões mesquinhas, que envolvem o “varejo” sedento de oportunismo e poder que permeia a política brasileira do momento.
Comportando-se sempre como um democrata, Luciano Bivar fundou o PSL em 1994 e conseguiu registro definitivo da legenda junto ao TSE em 1998. Sabendo que iria “pregar no deserto” com sua luta contra a burocracia, carga tributária – defensor do imposto único – e redução do estado, a legenda teria poucos seguidores pela inoportuna posição antifisiologista, e o clientelismo de plantão, praticado no balcão de um verdadeiro “mercado persa” nas votações expressivas de interesse do Poder Executivo.
Inexiste “seletividade” na legenda. Porém, seu Presidente (licenciado) Luciano Bivar chama sempre o feito à ordem, quando se trata de atropelar os ideais da sigla. Figuras importantes da República estiveram no PSL, sob o comando de Luciano Bivar, como por exemplo, o líder do Senado, saudoso Xerifão do Brasil, Romeu Tuma. Eleito em 1994 e reeleito em 2002, Romeu Tuma foi Delegado Geral da Polícia Federal nos governos do ex-presidente João Baptista de Oliveira Figueiredo e José Sarney. Um dos responsáveis pela transição democrata, que no seu segundo mandato filiou-se ao recém-fundado PSL, e liderou a legenda no Senado Federal. Outra figura não menos importante, esteve como líder do PSL na Câmara dos Deputados: Lincoln Portela. Jornalista, radialista e apresentador de programas na TV Record, Lincoln Portela esteve, também sob o comando de Luciano Bivar, no PSL.
O que existe de fato no PSL – comum em todas as agremiações políticas – são opiniões divergentes sobre a conduta da legenda, no momento mais importante de sua história, quando disputará uma eleição presidencial. Alguns radicais, sectários ainda não alcançaram que o partido inevitavelmente terá que abraçar a ideia de formar “alianças regionais” com outras legendas, que defendem e votam no candidato Jair Bolsonaro. Evidente que jamais o PSL cometeria erros tão grosseiros como o do presidenciável Ciro Gomes, que ao abraçar o PT e outras siglas envolvidas na lava-jato, bateu de frente com seu próprio discurso anticorrupção e de austeridade. Muito menos, o PSL admitiria composições esdrúxulas “divisionistas” como o apoio do “Centrão” – movimento fisiologista do baixo clero da Câmara dos Deputados, que despreza as legendas – apoiar Geraldo Alckmin, que pertence aos quadros do PSDB. Resta aos “radicais”, a observação que a campanha está prevista para dois turnos. Como se conduzirão no segundo turno, os “sectários”, se no primeiro demonstraram intolerância?
O PSL foi a legenda escolhida como ideal para o presidenciável Jair Bolsonaro, que em visita ao Recife-PE, foi recebido por seu colega da Câmara dos Deputados Luciano Bivar e almoçando na residência do parlamentar nordestino, manifestou o desejo de ingressar nos quadros pesselistas, anseio que não teve objeção do seu Presidente. Inclusive, para se sentir mais a vontade no partido, Luciano Bivar se licenciou da Presidência, e pôs em seu lugar um Secretário Executivo de interesse de Jair Bolsonaro, com propósitos de dar mais amplitude ao partido. Este fato por si contesta “alarme falso”, de setores da mídia plantonista, que apregoou Bivar como “dono” de uma legenda, caracterizando a sigla dentro de um modelo oligárquico ultrapassado, completamente abominado por seu Presidente e fundador Luciano Bivar.