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JAIR BOLSONARO E JANAÍNA PASCHOAL, O JOGO PELO PLANALTO ESTÁ COMEÇANDO

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Coluna Política - por Carla Castro.
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NORDESTE REPRESENTADO: BIVAR SERÁ VICE DE BOLSONARO

 

Por Carla Castro

Advogada, Janaina Paschoal (ex-Consultora Jurídica do PSDB), respeitada nacionalmente pelo parecer e suas sustentações orais na Câmara e no Senado Federal, ocasião do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, foi o nome escolhido pela executiva nacional do PSL para compor a chapa encabeçada pelo deputado federal Jair Bolsonaro, candidato à sucessão do Presidente Michel Temer.

A escolha de uma advogada e mulher tem uma importância bastante peculiar. Desmistifica um suposto “machismo”, imagem que as esquerdas quiseram esculpir na pessoa de Jair Bolsonaro. Prestigia a categoria de advogados, juristas e professores da área – muito embora tenham divergido de opiniões por ocasiões do julgamento da presidente impedida – que agora se sentem confortáveis, em saber que estarão bem representados por uma jurista de conhecimento constitucionalista, fator que igualmente exploravam as esquerdas, caracterizando Bolsonaro como “cria” dos militares “golpista”, e um futuro ditador.

Este traço de ignorância política, que a grande mídia faz questão de deixá-lo na escuridão, está sendo aos poucos revisionado por pesquisadores e historiadores, ressaltando que o Brasil teve sim uma ditadura ferrenha: era Vargas e o Estado Novo. Em todo o período dos governos militares ocorreram eleições para os Parlamentos Nacional, Estadual e Municipal. Presidente da República, todos foram eleitos pelo Congresso Nacional e Colégio Eleitoral. Mesmo no auge ou recrudescimento dos militares – para barrar as guerrilhas urbanas, sequestros e assaltos a bancos – foram restritos de eleições os Prefeitos de Capitais e cidades consideradas como áreas de segurança nacional. Esta parte da história nunca foi contada pelos governos que sucederam o General João Batista de Figueiredo, autor da Anistia Ampla Geral e Irrestrita, e reestabelecimento de eleições livres, exceto para Presidente da República, o que se deu após seu mandato, e uma nova Constituição promulgada pelo ex-presidente José Sarney.

Todavia, ainda pesa sobre o presidenciável Jair Bolsonaro, a “pecha” de intolerante e antidemocrata, pelo simples fato de seu partido (PSL) impedir coligações com demais agremiações políticas ora existentes, mesmo que em seus programas e comportamento – demonstrados ao longo do tempo – mostrem suas manifestações de “direita”, anticomunista, petista; psolistas…

Doravante, o passo mais importante que o PSL e seu presidenciável Jair Bolsonaro têm que dar urgentemente, será em direção a apoiar as coligações regionais, exceto com as esquerdas, que afronta o discurso e postura da legenda e seu postulante. Que o PSL tenha candidatos Militares está correto. Mas, em qual palanque poderão se acomodar dentre as candidaturas regionais a governo dos estados da federação? Onde o PSL não tiver candidatura própria (no caso, na maioria esmagadora dos estados) os candidatos ao Parlamento estarão com quem? É impossível fazer uma campanha solitária, sem apoio das bases como lideranças comunitárias, de bairros; do campo; Vereadores; Deputados Estaduais; Federais e Senadores. Eles são condutores de votos, puxam o eleitor para a urna. Como irão pedir votos para Bolsonaro, se são execrados por sua legenda (PSL)?

O fato de Bolsonaro ser apoiado por dissidentes do PSDB, DEM; PP; PR não implica que esteja vendendo sua honra ou traindo sua causa. Pelo contrário, nestas siglas existem bons políticos que estão “enjaulados” na legenda, por circunstâncias alheias a sua vontade. Afinal, o TSE e STF bem definiu o papel do candidato quando determinou que os votos “pertencem” a legenda, e não ao candidato, quando na realidade e em meio a uma campanha, ocorre exatamente o inverso: o povo escolhe o candidato e não a legenda.

A manobra e esperança das esquerdas e dos opositores de Bolsonaro é exatamente este “calcanhar de Aquiles”: tornar o presidenciável intolerante e antipovo, quando despreza alianças que poderão levá-lo à uma vitória no primeiro turno. Há dois dias, o ex-presidente FHC (PSDB), fez um apelo à todas as legendas para impedirem a volta dos conservadores (no caso, eleição de Jair Bolsonaro).

redacao@colunapolitica.com.br

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