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Ronaldo Nóbrega
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Ronaldo Nóbrega é jornalista, memorialista e Chairman do Grupo de Comunicação Justiça em Foco. Escreve sobre Judiciário, Legislativo, economia e tecnologia e atuou por mais de uma década como consulente perante o TSE. Foi autor da Consulta nº 1.185, que contribuiu para o debate sobre o fim da verticalização das coligações. Posteriormente, a Emenda Constitucional nº 52 assegurou aos partidos autonomia para definir suas coligações.

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Anbima aponta nova fase do crédito

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Ronaldo Nóbrega 12 de outubro de 2026
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O sistema bancário brasileiro está deixando de ser o protagonista quase exclusivo do financiamento empresarial. O mercado de capitais ganhou espaço e já disputa, em condições praticamente iguais, a preferência das empresas na busca por recursos.

Dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) mostram que, em dezembro de 2025, o mercado de capitais respondeu por 33,6% dos recursos captados por empresas não financeiras. Os empréstimos bancários representaram 33,3%.

A mudança não é pequena. O estoque de recursos financiados pelo mercado de capitais passou de R$ 3,8 trilhões, em 2018, para R$ 8,9 trilhões em agosto de 2026, o equivalente a 67,1% do PIB estimado para o ano.

As debêntures são um dos motores dessa expansão. Seu estoque saltou de R$ 346 bilhões para R$ 1,5 trilhão no período. Já as debêntures incentivadas captaram aproximadamente R$ 497 bilhões entre 2018 e 2025, com forte concentração em projetos de infraestrutura.

O agronegócio também acompanha essa transformação. Em dezembro de 2025, os títulos vinculados ao setor somavam R$ 1,37 trilhão, ampliando as alternativas de financiamento para além do crédito rural tradicional.

O mercado de capitais já mostrou que tem dinheiro para financiar empresas e infraestrutura. A questão agora é saber se o ambiente econômico e regulatório oferecerá a previsibilidade necessária para transformar esses recursos em investimentos de longo prazo.

Zeca Doherty (foto) é o CEO da Anbima. A entidade defende segurança jurídica, estabilidade regulatória e redução do Custo Brasil.