
Ronaldo Nóbrega é jornalista, memorialista e Chairman do Grupo de Comunicação Justiça em Foco. Escreve sobre Judiciário, Legislativo, economia e tecnologia e atuou por mais de uma década como consulente perante o TSE. Foi autor da Consulta nº 1.185, que contribuiu para o debate sobre o fim da verticalização das coligações. Posteriormente, a Emenda Constitucional nº 52 assegurou aos partidos autonomia para definir suas coligações.
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João Vitor Menin, CEO do Inter, afirmou no Inter Invest Summit que não investir no Brasil pode ser um “erro estrutural”. A tese é olhar além da conjuntura e separar o ruído de 2026 das oportunidades de longo prazo.
Um movimento recente ajuda a entender o argumento. Em setembro, entrou em vigor o Redata, regime criado pela Lei nº 15.504/2026 para incentivar a instalação e expansão de data centers no país, inclusive estruturas destinadas a computação em nuvem e inteligência artificial.
O programa oferece incentivos tributários vinculados a contrapartidas como pesquisa e desenvolvimento, sustentabilidade e oferta de capacidade ao mercado brasileiro.
Em outras palavras: enquanto o mercado discute juros, eleições e o próximo trimestre, parte do capital já está olhando para a infraestrutura digital da próxima década.
Menin tem um ponto: o erro tático pode custar uma operação. O estrutural pode deixar o investidor fora de uma transformação inteira.
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