
Por Ronaldo Medeiros [ColunaPolitica.com.br]
O aparelhamento nas universidades públicas brasileiras veio crescendo nos últimos anos, recentemente, alcançou o absurdo. Locais que deveriam promover o debate e o conhecimento científico se tornaram laboratórios de lavagem cerebral, onde jovens são doutrinados a se tornarem militantes de esquerda.
Em Pernambuco, entidades de estudantes estão imprimindo e distribuindo carteirinhas estudantis com os dizeres: “Estudantes contra o fascismo. Fora Bolsonaro!”.
A deputada federal Bia Kicis (União Brasil - DF) discursou no palanque da Câmara dos Deputados (24/03) afirmando que havia feito uma representação no Ministério Público Eleitoral (MPE) denunciando a prática tipificada como Propaganda Eleitoral Negativa Antecipada.
Bia Kicis ressaltou que a representação deve ser acolhida de imediato e as carteirinhas da União dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco – UESPE, da União dos Estudantes Secundaristas de Caruaru – UESC e da União dos Estudantes Secundaristas de Petrolina – UESP devem ser recolhidas sob pena de multa de 5 a 25 mil reais.
A deputada chama atenção para uma decisão semelhante que foi proferida pelo TRE quando mandou retirar outdoors instalados na cidade de Ariquemes/RO, que estampavam conteúdo ofensivo contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na decisão, a conduta foi tipificada como Propaganda Eleitoral Negativa Antecipada. O período eleitoral só é compreendido entre 15 de agosto até as eleições que acontecem em outubro.
No palanque, a deputada destacou que o pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva nunca foi absolvido de suas acusações, utilizou-se do frágil sistema jurídico brasileiro e de filigranas processuais para responder seus crimes em liberdade. Infelizmente a tendência é que haja a prescrição dos crimes de Lula e que presenciemos um dos maiores casos de impunidade já registrados. O brasileiro atualmente assiste ao maior escárnio do Judiciário em toda a história. Centenas de condenações da Lava Jato foram anuladas pondo em liberdade corruptos que vilipendiaram o erário público e condenando promotores a indenizar, a exemplo do caso de Deltan Dalangnol e Lula.

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