
Ronaldo Nóbrega é jornalista e memorialista. Escreve sobre o Judiciário, o Legislativo, tecnologia, economia e temas de interesse público. É Chairman do Grupo de Comunicação Justiça em Foco, atuou por 12 anos como consulente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foi autor da Consulta nº 1.185/2005, que impulsionou o debate sobre o fim da verticalização partidária, posteriormente consolidado pela Emenda Constitucional nº 52/2006.
ronaldo.nobrega@justicaemfoco.com.br
A chegada da CBS e do IBS colocou o setor elétrico em estado de atenção. Empresas de geração, transmissão e distribuição começaram a revisar contratos, concessões e investimentos para calcular os efeitos da Reforma Tributária sobre negócios planejados para durar décadas.
O tema reuniu executivos e especialistas nesta terça-feira (15.set.2026), no Rio de Janeiro. A preocupação vai além dos impostos: as mudanças podem afetar fluxo de caixa, financiamentos e o equilíbrio econômico-financeiro de contratos firmados sob o regime atual.
Usinas, linhas de transmissão e redes de distribuição envolvem investimentos bilionários. Por isso, alterações em custos, créditos tributários e receitas podem levar empresas a rever projeções e estratégias.
A reforma também deixou de ser assunto exclusivo das áreas fiscais. Jurídico, financeiro, contabilidade, regulação e planejamento passaram a integrar as análises sobre os impactos da transição.
A questão agora é como atravessar a mudança para CBS e IBS sem comprometer contratos e investimentos de longo prazo. Para um setor que movimenta bilhões, previsibilidade vale dinheiro.
O encontro foi promovido pelo IBEF-Rio e organizado por Gerson Stocco e Rogério Rocha.
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