
BRASÍLIA - A Associação Brasileira de Educação Cívico-Militar (ABEMIL), que tem como presidente o Capitão da reserva do Exército Brasileiro, Davi Lima Sousa, marcou posição importante, em nota à imprensa, contra os atos antidemocráticos, em Brasília, no último domingo (8.jan.2023). Capitão Davi é bacharel em Direito, e ocupa papel importante na implantação e manutenção de escolas cívico-militares por todo o país, uma vez que foi extinta a diretoria responsável por tal área no Ministério da Educação (MEC).
O portal Justiça em Foco conversou, nesta quinta-feira (12.jan.2023), com o presidente da Associação sobre o momento em que se insere o órgão na gestão dessas escolas que fazem parte de um anseio natural de parcela significativa da sociedade.
Confira a entrevista.
Justiça em Foco: A partir de qual necessidade surgiu a Associação Brasileira de Educação Cívico-Militar, ABEMIL?
Capitão Davi: A partir do anseio social por uma educação que concilie ensino de qualidade e cidadania. A ABEMIL vem crescendo em diversos municípios fazendo valer a missão de gerir e dar manutenção a esse projeto. Realizamos, há mais de três anos, um trabalho de implantação e manutenção do projeto dessas escolas.
Justiça em Foco: Atualmente, em quais municípios que a ABEMIL está presente?
Capitão Davi: Estamos presente em Buritis-MG, na Escola Municipal Cívico-Militar Cândido José Lopes. No Codó-MA, Escola Cívico-Militar Nagib Buzar. Em Lins-SP, a Escola Municipal Cívico-Militar Professora Maria Cristina Sutti Lopes Moreno. Em Redenção-PA, Escola Municipal Cívico-Militar Eva Tomé de Souza. Em Riachinho-MG, Escola Cívico-Militar. Em São Francisco-MG, a Escola Municipal Cívico-Militar José D'Ávila Pinto. Em Tianguá-CE, na Escola Cívico-Militar Marcella. E em Urucuia-MG, na Escola Municipal Cívico-Militar Professora Ana Amélia.
Justiça em Foco: O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) extinguiu uma diretoria criada pela gestão Bolsonaro no MEC (Ministério da Educação) para fomentar escolas cívico-militares. Haverá prejuízo para as escolas cívico-militares já criadas?
Capitão Davi: Não haverá prejuízo. Estamos nos colocando à disposição para auxiliar as unidades que estão sem o apadrinhamento do MEC. Esse impasse pode ser facilmente resolvido através da formatação de um Projeto de Lei. A abertura de novas unidades atende a semelhante processo pelas vias do Legislativo.
Justiça em Foco: As escolas que receberem a implementação terão seu Projeto Pedagógico alterado?
Capitão Davi: Não, as escolas continuaram com total autonomia para elaborar seu projeto pedagógico. O projeto visa dar total protagonismo aos professores, apoiando-os e contribuindo no desenvolvimento de atividades cívicas, com objetivo de reduzir o abandono, evasão e diminuição da violência escolar.
Justiça em Foco: Como acontece a implantação do modelo?
Capitão Davi: Primeiramente o projeto obedece todos os princípios democráticos brasileiros, realizando consultas públicas de todos os segmentos que compõem a equipe escolar, pais, professores e funcionários.
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