
Leandro Augusto Neves Correa, titular do 1° Serviço de Notas e Protesto de Maracaju, assume o cargo de presidente até 2023
No dia 1° de janeiro deste ano, a nova Diretoria e os novos Conselhos da Associação dos Notários e Registradores do Mato Grosso do Sul (Anoreg/MS) assumiram seus cargos.
O titular do 1° Serviço de Notas e Protesto de Maracaju, Leandro Augusto Neves, foi eleito como presidente da Anoreg/MS depois da eleição realizada em 29 de novembro de 2021, em que também foi eleito para ocupar o cargo de vice-presidente, Jose Paulo Baltazar Junior, titular da 3ª Circunscrição de Imóveis de Campo Grande.
Em entrevista para a Anoreg-BR, Leandro falou sobre os projetos e propostas para o seu primeiro mandato, que terá vigência de três anos, além dos desafios enfrentados pelos notários e registradores de Mato Grosso do Sul durante a pandemia.
Como foi receber a notícia que o senhor seria o novo presidente?
Leandro Augusto Neves – Participo da vida associativa da classe desde que titularizei a delegação, razão pela qual o convite dos colegas para que eu assumisse veio de uma construção, de um trabalho de seis anos no Estado. É com muita alegria e senso de enorme responsabilidade que assumo a direção da entidade, esperando fazer bem o meu papel.
Quais são os principais projetos que a nova Diretoria pretende desenvolver ao longo desta gestão? Há algum projeto prioritário?
Leandro Augusto Neves – Um dos nossos focos será na manutenção e aprimoramento do diálogo institucional dos notários e registradores sulmatogrossenses, tanto no âmbito público como no privado.
Acredito que prestamos serviço essencial e não podemos estar afastados da sociedade e dos poderes constituídos.
Outros projetos buscarão o desenvolvimento da atividade, os avanços digitais e a prestação do serviço com a máxima qualidade, sempre com a segurança jurídica que entregamos ao cidadão.
Em sua opinião, quais são as maiores dificuldades encontradas hoje pelos notários e registradores de Rondônia e o que fazer para enfrentar esses obstáculos?
Leandro Augusto Neves – Não podemos ignorar o pleito popular pela readequação da tabela de emolumentos. Temos uma tabela antiga, defasada em muitos pontos e destorcida em outros. Os emolumentos em Mato Grosso do Sul estão há sete anos sem correção monetária. A equação é difícil, mas com o diálogo, verdadeiramente democrático, buscaremos uma solução justa e adequada junto aos poderes competentes.
Sem a devida remuneração, especialmente nos pequenos municípios e distritos, não há como manter toda a classe na vanguarda da prestação do serviço notarial e de registro, vide o uso das ferramentas digitais tão importantes nesse momento de isolamento social.
Como avalia a mudança no sistema cartorário, em razão da pandemia que estamos vivendo?
Leandro Augusto Neves – Não há dúvidas que os dois últimos anos forçaram uma evolução, que talvez fosse tomar cinco ou 10 anos. Mas hoje, vejo que o serviço notarial e registral se fortaleceu, demonstrou sua essencialidade e eficiência durante a pandemia, garantindo informações e prática de atos jurídicos mesmo em um momento tão restrito.
Esse é o nosso papel, como uma rede de proteção jurídica abaixo de todas as relações civis e negociais da sociedade, garantindo a segurança de todos, o tempo todo.
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