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Júri em Ouro Preto começa com atraso

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Começa daqui a pouco a sessão de julgamento de E.P.L.A., C.I.G., M.F.L. e C.D.S., acusados do assassinato da estudante A.S.S., em Ouro Preto, em outubro de 2001. A sessão será realizada no Tribunal do Júri do Fórum de Ouro Preto. A juíza Lúcia de Fátima Magalhães Albuquerque Silva preside o julgamento.

O Júri vai começar com atraso, provocado pela chegada da prima da vítima, a acusada C.D.S. No momento de sua entrada, o advogado de C. solicitou à juíza que nenhuma imagem fosse registrada. Por ordem da magistrada, todas as pessoas foram retiradas da frente do prédio do Fórum, pela Polícia Militar, que organizou um esquema especial de segurança para o julgamento desde o início da manhã.

De acordo com o sargento Alexsander Chagas, da 8ª Cia. Independente de Ouro Preto, foi esquematizado um reforço no policiamento, tanto na parte externa do Fórum (com a interdição de ruas e o posicionamento de Táticos Móveis em locais estratégicos, como medida preventiva), quanto internamente. No hall de entrada, as pessoas estão sendo submetidas à revista com detector de metais; policiais estão espalhados por todo o prédio.

A expectativa é de que sejam ouvidas 25 testemunhas: 10 de defesa e 15 arroladas pelo Ministério Público.

O corpo da estudante A.S.S. foi encontrado na madrugada do dia 14 de outubro de 2001, no Cemitério da Igreja de Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia, em Ouro Preto. Ela estava nua, postada de braços abertos e pés sobrepostos, apresentando 17 lesões por todo o corpo.

Os quatro estudantes acusados pelo crime foram pronunciados como incursos nas penas do artigo 121, §2º, incisos I, III e IV do Código Penal Brasileiro, ou seja, homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, com emprego de meio cruel e com impossibilidade de defesa para a vítima.


FONTE: TJMG

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