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Expresso

Diretora da Comarca de Tabatinga disse que foi usada pelo SINTJAM

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Em carta ao presidente do TJ-AM, Ana Helia Lobo Moraes, disse que apenas faria um favor ao SINTJAM, sem conhecer a matéria contida no envelope entregue.


A diretora de secretaria da Comarca de Tabatinga, Ana Helia Lobo Moraes, afirmou que foi usada pela presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Justiça do Amazonas (SINTJAM), Marilene Guimarães, quando levou o pedido de providências sobre denúncias de nepotismo no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A afirmação foi feita por meio de uma carta de Ana Helia à presidência do TJ-AM, enviada na manhã de hoje (1 de julho).

Na carta, a servidora do TJ-AM afirma que está afastada da função de diretora conselheira do SINTJAM, por não poder participar das reuniões face à distancia e o tempo. “Não admito que seja usado o meu nome de forma distorcida na imprensa por qualquer órgão ou entidade de classe, sem o meu prévio conhecimento e permissão para tal fim. Quando, nesta ocasião, prestei apenas um favor, com total desconhecimento da matéria”, disse Ana Helia, por meio da carta.

A diretora de secretaria da Comarca de Tabatinga afirmou que estava ausente da sua lotação para participar de um congresso internacional em Brasília.
Segundo ela, a presidente do SINTJAM, Marilene Guimarães, a procurou para que levasse a Brasília uma petição para protocolizar  na corregedoria do Supremo Tribunal de Justiça (STJ).

Ana Helia justifica que existe pensou se tratar de um processo que tramita no STJ há mais de dez anos referente à gratificação judiciária. “Logo, não vi nenhum óbice  em levar aquela petição. Porém, não tomei conhecimento do conteúdo da mesma, pois se encontrava em um envelope lacrado”, disse.

No dia 26 de junho de 2009, ainda de acordo com a carta, Ana Helia alegou ter ido do aeroporto de Brasília direto ao STJ, mas, após tomar todas medidas para entrega do documento, recebeu da recepcionista do Protocolo a informação de que a correspondência estava endereçada ao CNJ e não ao STJ. “Como não dispunha mais de tempo, pedi ao taxista que levasse a mesma e protocolasse no CNJ, pois o horário deste órgão só inicia às 11h30. E que devolvesse a Cópia da Petição a Presidente do Sindicato Sra. Marilene, no domingo, quando a mesma chegaria a Brasília”, acrescentou.

A funcionária da comarca de Tabatinga disse ainda ter ficado surpresa com o número de ligações que recebeu de Manaus após a publicação da matéria. E informou: “O conteúdo da referida matéria publicada é de inteira responsabilidade da coordenadora do Sintjam, sra. Marilene Guimarães”.


FONTE: TJAM

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