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Expresso

Cristina Kirchner condenada 6 anos de prisão por corrupção; procuradoria pediu 12

Com agências e EBC.
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A vice-presidente argentina, Cristina Kirchner, foi nesta terça-feira (06/12) condenada a 6 anos de prisão e impedimento vitalício para o exercício de cargos públicos, depois de ser considerada culpada de corrupção mas ilibada do crime de associação criminosa. 

Caso Vialidad - A procuradoria pediu 12 anos de prisão contra Kirchner e a impossibilidade vitalícia de concorrer a cargos públicos. Os Procuradores alegam irregularidades em 51 obras públicas em Santa Cruz (berço político dos Kirchner) que, durante os governos de Néstor e Cristina, foram entregues às empresas de um indivíduo já condenado por lavagem de dinheiro. A vice-presidente Cristina era acusada de ser a líder da organização criminosa responsável pelo desvio de fundos dessas obras, em que muitas não chegaram a ser concluídas, alegou o procurador Diego Luciani.

Subtrair Erário Público em Proveito Próprio
"Estamos diante de um crime de extrema gravidade. Os acusados, numa estrita separação de papéis, subtraíram ao erário público em proveito próprio, adotando todas as medidas necessárias para o fazer com impunidade e desativando todos os mecanismos de controle. A corrupção foi a regra. Criou-se um sistema eficaz de corrupção institucional", argumentou o procurador Diego Luciani nas alegações finais. Os juízes condenaram-na a seis anos de prisão por administração fraudulenta em prejuízo da Administração Pública.

A ex-presidente e antiga primeira-dama, que sempre defendeu a inocência e diz-se alvo de perseguição política, não será detida por causa da imunidade do cargo que desempenha como vice-presidente argentina. 

Presidente Bolsonaro  - O presidente Jair Bolsonaro afirmou no di (02/09/2022) que lamenta a tentativa de assassinato sofrida pela vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, na noite do dia (1º/09/2022), em Buenos Aires. Indagado por jornalistas durante sua participação na 45ª Expointer, em Esteio, no Rio Grande do Sul, Bolsonaro fez referência ao atentado que ele mesmo sofreu durante as eleições de 2018, quando foi esfaqueado em Juiz de Fora (MG), durante um ato de campanha. "Eu lamento, é um risco que todo mundo corre, eu quase morri em 2018 e não vi a esquerda se preocupando comigo, mas tudo bem", disse. Em seguida, ao ser perguntado novamente sobre o assunto pelos repórteres, ele reafirmou que lamenta e disse esperar apuração sobre o crime. "Eu já falei que lamento, apesar de não ter nenhuma simpatia por ela, não desejo isso para ela, agora, quando eu levei a facada, esse pessoal da esquerda ficou calado, mas tudo bem, nós temos coração, e lamento o ocorrido e espero que a apuração seja feita, pra saber se foi da cabeça dele, ou de alguém que teria porventura contratado ele para fazer isso", acrescentou. 

O Itamaraty - Em nota, o Itamaraty repudiou o atentado: “O governo brasileiro condena o injustificável ato de agressão contra a vice-presidente da República Argentina, Cristina Fernández de Kirchner”. Segundo a declaração: “O Brasil repudia toda e qualquer forma de violência com motivação política e reitera seu invariável respaldo à irmã nação Argentina.”

O Atentado - O ataque contra Cristina Kirchner ocorreu quando ela e sua comitiva chegavam em casa, por volta das 21h, no bairro da Recoleta, em Buenos Aires, capital do país, onde se concentravam dezenas de apoiadores. Imagens exibidas por meios de comunicação mostram o momento em que um homem se aproxima em meio à multidão e aponta uma arma a centímetros do rosto da vice-mandatária, mas não disparada. Em seguida, a segurança intervém. Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão pouco após o incidente, o presidente da Argentina, Alberto Fernández, confirmou se tratar de uma tentativa de magnicídio (homicídio de figuras públicas) e pediu repúdio da sociedade.
O ataque contra Cristina Kirchner ocorreu quando ela e sua comitiva chegavam em casa, por volta das 21h, no bairro da Recoleta, em Buenos Aires, capital do país, onde se concentravam dezenas de apoiadores. Imagens exibidas por meios de comunicação mostram o momento em que um homem se aproxima em meio à multidão e aponta uma arma a centímetros do rosto da vice-mandatária, mas não disparada. Em seguida, a segurança intervém. O responsável pelo atentado foi capturado pela polícia, prestou depoimento e segue preso. Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão pouco após o incidente, o presidente da Argentina, Alberto Fernández, confirmou se tratar de uma tentativa de magnicídio (homicídio de figuras públicas) e pediu repúdio da sociedade.

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