
Corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Benedito Gonçalves (foto), abre a 3ª ação no âmbito do TSE para apurar conduta do Presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, nas comemorações de 7 de setembro de 2022.
O TSE vai analisar se há indícios de irregularidades eleitorais.
Para o ministro Benedito Gonçalves, em uma análise preliminar, existem elementos suficientes para concluir que a associação entre a campanha de Bolsonaro e o evento cívico-militar foi incentivada pelo presidente. A ação foi apresentada pela candidata pelo União Brasil à Presidência da República, Soraya Thronicke.Soraya Thronicke destaca que, além da utilização "ilícita" dos festejos", "a realização de evento as expensas do erário e sua exposição pública traz enorme desequiparação entre os candidatos", e em continuando "pede-se além das consequências próprias da representação por conduta vedada, a proibição de veiculação do evento fruto do ilícito da propaganda eleitoral dos representados", disse a candidata na ação.
"Os elementos presentes nos autos são suficientes para, em análise perfunctória, concluir que a associação entre a campanha dos réus e o evento cívico-militar foi incentivada pelo próprio presidente candidato à reeleição, o que pode ter desdobramentos na percepção do eleitorado quanto aos limites dos atos oficiais e dos atos de campanha", destacou Benedito Gonçalves.
Benedito Gonçalves também determinou que a TV Brasil retire trechos de vídeo em que a cobertura foi usada para promover o atual ocupante do Palácio do Planalto.