
As promotoras Estefânia Paulin e Flávia Merlini, da Promotoria de Enfrentamento à Violência Doméstica de Santo Amaro pediram à Justiça o arquivamento da investigação em que o jogador Neymar Junior era acusado de ter estuprado a modelo Nájila Trindade, em Paris, em maio deste ano. A manifestação foi protocolada quinta-feira (8/8) junto à Vara de Violência Doméstica de Santo Amaro. Caberá à Justiça decidir se homologa ou não o pedido do Ministério Público.
Ao abrir a coletiva de imprensa que em que as promotoras falaram sobre o caso, o subprocurador-geral de Justiça Criminal Mário Sarrubbo salientou que “assim que o Ministério Público tomou conhecimento do caso designou as promotoras para atuar. Vale aqui lembrar que casos que envolvem violência contra as mulheres são prioritários na instituição”.
A promotora Flávia Merlini disse que “após mais de um mês de investigações policiais que foram acompanhadas pelo MPSP, não foram apresentadas provas suficientes de que houve estupro. O inquérito policial pode ser reaberto a qualquer momento, desde que surjam novas provas”.
Estefânia Paulin ressaltou que a Promotoria de Enfrentamento à Violência Doméstica atuou no caso “pelo entendimento que o casal mantinha uma relação de afeto, mesmo que a distância e por troca de mensagens, como ficou demonstrado nos autos”. Ela também disse que “houve um relacionamento amoroso. O que não se comprovou é que houve violência no ato sexual”.
Os promotores Arthur Lemos Junior e Ricardo Silvares, ambos do Centro de Apoio Operacional Criminal (CAOCrim), acompanharam a coletiva.