
Após um trajeto de 20 anos de negociações extensas, a União Europeia e o Mercosul divulgaram hoje (28) o tratado de livre comércio. Os dois blocos econômicos assinaram o acordo na sede da União Europeia, em Bruxelas. As informações foram publicadas pelo Ministério da Agricultura.
Segundo informações do Ministério da Agricultura, “nos últimos dois dias ministros e Estado intensificaram as negociações” com o objetivo de fechar o acordo. A comitiva brasileira, esteve representada pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina; ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo; o Secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo.
A assinatura do acordo é considerada um fato histórico no relacionamento entre os dois blocos econômicos. De acordo com informações da pasta ministerial, o Mercosul e a União Europeia somam aproximadamente “25% do PIB mundial e um mercado de 780 milhões de pessoas”. Ainda de acordo com a pasta ministerial, “a conclusão do acordo ressalta o compromisso dos dois blocos com a abertura econômica e o fortalecimento das condições de competitividade”, diz a nota conjunta da comitiva brasileira.
Ainda de acordo com a nota divulgada à imprensa, este “é o acordo mais amplo e de maior complexidade já negociado pelo Mercosul”. A parceria poderá facilitar negociações em temas, como serviços, compras governamentais, facilitação de comércio, barreiras técnicas, medidas sanitárias entre outros.
Dentre os setores mais beneficiados está o agronegócio brasileiro, pois “com a vigência do acordo, produtos agrícolas de grande interesse do Brasil terão suas tarifas eliminadas, como suco de laranja, frutas e café solúvel”, diz a nota. O acordo poderá reaquecer a economia brasileira, pois “os exportadores brasileiros obterão ampliação do acesso, por meio de quotas, para carnes, açúcar e etanol, entre outros”.
Com a entrada no mercado europeu, os brasileiros poderão ter uma série de benefícios “de tarifas na exportação de 100% dos produtos industriais”. Produtos artesanais brasileiros, como cachaças, queijos, vinhos terão maior facilidade de serem negociados.
Veja a íntegra da nota conjunta, publicada no portal do Ministério da Agricultua