
Poucos dias após completar dois anos do acidente que culminou na morte do então ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, a investigação sobre o acidente aéreo que aconteceu em Paraty (RJ) é arquivada. A decisão foi tomada pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF-RJ), que apresentou promoção de arquivamento para o caso da aeronave que realizava o transporte das vítimas do acidente. Além de Zavascki, mais quatro pessoas morreram.
No dia da tragédia, a aeronave decolava do Aeródromo Campo de Marte (SP) em direção ao Aeródromo de Paraty (RJ). As condições de tempo estavam adversas, com visibilidade prejudicada e a aeronave sofreu impacto contra a água e ficou destruída totalmente.
De acordo com a perícia realizada, a aeronave tinha perfeitas condições para uso, equipamentos com manutenção em dia, além de estar com a documentação em dia. No entanto, o piloto decidiu correr risco ao optar pelo pouso com baixa visibilidade, colocando em risco a vida dos tripulantes.
Para o responsável pelas investigações, o procurador da República Igor Miranda, os fatos apresentados extinguem qualquer suspeita de assassinato a Teori Zavascki. O ministro, que era relator da operação Lava-Jato no STF, investigava a participação de políticos e empresários em escândalos de corrupção.
"Assim, as provas forenses, os depoimentos prestados e a análise do voo da aeronave no dia 19 de janeiro de 2017 afastam qualquer indício de materialidade de crime de homicídio, seja doloso ou mesmo culposo. Diante disso, a ausência de elementos mínimos acerca da existência da materialidade delitiva indica o arquivamento da investigação", concluiu a investigação.
As autoridades se basearam em diversos elementos que apontaram para imperfeições de condução do voo e as causas do acidente com descuido do piloto. De acordo com o MPF-RJ, as investigações para o colhimento de todos os objetos de prova se estenderam por cinco dias consecutivos, logo depois de acontecer o acidente.
As informações são do MPF-RJ.