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Fundador do PSL, Luciano Bivar, pode ser o novo presidente da Câmara

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Da redação - Justiça Em Foco - Por Carla Castro de Nóbrega.
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BRASÍLIA - A escolha do novo Presidente da República, Jair Bolsonaro, surpreendeu a elite política brasileira acostumada à alternância ou à manutenção do poder. Especialmente os partidos maiores como o MDB, PT e PSDB sofreram duras perdas na composição de suas bancadas e na influência dentro do próximo governo. Se Bolsonaro mantiver a filosofia meritocrática, acabando com o “toma lá dá cá”, esses partidos diminuirão ainda mais seu protagonismo no jogo político.

Embora a vitória do PSL tenha se dado em meio a um processo eleitoral conturbado, que envolveu até uma tentativa de homicídio ao seu candidato e futuro Presidente da República, o efeito Bolsonaro repercutiu em todo o país alavancando nomes desconhecidos do mundo político a deputados estaduais, federais e até a governadores. A velha forma de fazer política está em decadência, quase todas as oligarquias tradicionais que ocupavam espaços no parlamento brasileiro por décadas, foram compulsoriamente aposentadas pelo voto popular. Apesar de casos isolados de violência e de muitas notícias falsas, pode-se dizer que a eleição no Brasil se deu de forma pacífica e que a soberania popular prevaleceu nas urnas.

Com grande parte dos cargos políticos mais importantes do país ocupados, as atenções se voltam aos futuros integrantes da equipe que formará o Governo. No âmbito do Legislativo, a renovação da Câmara e do Senado acompanhou o ímpeto popular de repúdio à corrupção. Nesse cenário, dois cargos são fundamentais para a governabilidade: os Presidentes da Câmara e do Senado.

Um nome forte para ocupar o assento da Presidência da Câmara é o de Luciano Bivar(foto), membro fundador do PSL e presidente nacional do partido, foi o 7º deputado mais bem votado em Pernambuco e compõe a segunda maior bancada da Câmara dos Deputados com 52 parlamentares, além disso, seria uma peça fundamental na tramitação das propostas, já que pertence ao mesmo partido de Bolsonaro e conta com o apoio do Presidente.  

A renovação das Casas Legislativas traz grandes preocupações ao novo governo que se instalará a partir de 01/01/2019. A ampla pauta de reformas, propostas na campanha, necessita de apoio do Congresso Nacional para ser aprovada. Viabilizar o programa do novo governo, exige a construção e a interlocução entre Executivo e Legislativo.

Nesse cenário, alguns nomes surgem como pretensos candidatos: Rodrigo Maia, atual Presidente da Câmara, pretende se reeleger, já que a vedação da reeleição se aplica somente à mesma Legislatura. Contudo, o pífio desempenho apresentado nos últimos dois anos à frente da Mesa, não lhe dá capital político necessário par formar uma maioria que o elegeria. Kim Kataguiri, fundador do Movimento Brasil Livre, já anunciou previamente que desejaria ocupar o cargo, porém a idade o impediria de assumir a Presidência da República, em caso de haver necessidade como integrante da linha sucessória de substituição, criando uma situação inédita na legislação nacional. Além disso, sua estreia como deputado e a falta de experiência com o Regimento e com questões técnicas desqualificariam o jovem como uma opção viável.

As oposições ao Governo, usando o pouco que restou do “centrão” pretendem montar uma chapa com o velho propósito comunista, agora reeditado pelos petistas, como vem enfatizando a presidente da legenda Gleisi Hoffmann: “quanto pior, melhor, para que o povo sinta saudades do PT”. Comportamento irresponsável e antidemocrático que “engessa” o poder Executivo e inviabiliza o progresso da nação. Uma espécie de mal perdedor misturado com revanchismo sem propósito.

Dessa forma, Luciano Bivar possui credenciais que o colocariam em uma ótima posição: possui apoio e é do mesmo partido de Bolsonaro, já foi deputado em duas outras ocasiões, formado em Direito, conhece bem o Regimento da Casa, possui pós-graduação em Educação Financeira pela Northwestern University (EUA) e em Direito Comparado pela Unicap (Pernambuco), além disso possui ideias convergentes com Paulo Guedes, Ministro da Economia, e com as reformas propostas por Bolsonaro.

Autor de diversos livros, escreveu sobre a Implantação do IUF (Imposto Único Federal) e sobre a Burocracia brasileira. Luciano Bivar é considerado um neoliberal, defende o Estado Mínimo e desoneração dos impostos que atravancam a capacidade produtiva do país. Esses pensamentos estão totalmente alinhados com a plataforma de governo de Bolsonaro e com a necessidade do país que precisa atrair investimentos e diminuir a alta carga tributária.

O nome de Bivar ainda não é uma decisão partidária, mas nos bastidores do PSL ele vem crescendo e já pode ser considerado um forte candidato para se tornar oficialmente o candidato da legenda à Presidência da Câmara. Enquanto Bolsonaro e sua equipe, ainda em formação, não se decidem, resta torcer para que tomem a decisão correta privilegiando a meritocracia e a governabilidade.

 

redacao@justicaemfoco.com.br

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