
Com políticas mais rígidas e deportações em curso, especialista orienta caminhos para profissionais que desejam atuar legalmente nos EUA
O retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos tem movimentado o mundo, seja com imposições tarifárias a diversos países, incluindo o Brasil, ou seja com a guinada restritiva ainda mais acentuada nas políticas de imigração.
Para quem busca uma oportunidade profissional no país, o cenário exige preparo redobrado. Pensando nisso, Jessika Kaminski, advogada especialista em imigração, Mestre em leis americanas e phD em ciências políticas, separou algumas mudanças em vigor e dicas práticas para navegar nesse contexto desafiador com mais segurança - e sem perder as chances de sucesso com o visto profissional. Confira:
Cenário atual:
Dicas para quem busca visto de trabalho
1. Mantenha histórico limpo - online e offline
Evite postagens controversas e reveja seu conteúdo público nas redes sociais já que a vigilância ideológica está em alta.
2. Preparação documental rigorosa
H-1B, L‑1 e outros vistos de trabalho agora exigem evidências adicionais: salários acima das médias, justificativas técnicas robustas e processos mais detalhados.
3. Planeje com antecedência
Espere atrasos em entrevistas consulares e maior número de verificações (I‑9, ASVVP, LCAs etc.), além possível suspensão de renovações automáticas ou premium processing.
4. Se viável, considere o EB-5
É uma categoria de visto de imigrante que concede residência permanente nos EUA a estrangeiros que realizam um investimento na economia americana. Para ser elegível, o investidor deve cumprir uma série de requisitos financeiros e de criação de empregos. O requisito mínimo de investimento é de US$ 1,05 milhão de dólares.
5. Consulte advogados especializados em imigração
Acompanhe portarias, decisões judiciais e recursos legais sobre revisões em políticas como DACA, TPS, e possibilidade de ataques jurídicos contraordens executivas como a EO 14159 e medidas de ideologia.
Embora o ambiente para conseguir vistos de trabalho esteja mais rígido, ainda existe oportunidade para candidatos bem-preparados, especialmente nas carreiras com forte qualificação técnica. “A chave é construir um processo sólido, livre de erros, com suporte jurídico e alinhado às exigências ideológicas e de segurança nacional que agora predominam”, conclui Jessika Kaminski.