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Oposição tenta de tudo para procrastinar a votação da Reforma da Previdência

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Da redação (Justiça Em Foco) por Mário Benisti. Foto: Agência Câmara
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Depois de ser travado o andamento da reunião de ontem (17), que discutia a Reforma da Previdência (PEC 6/2019) na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), o governo começou a ceder à pressão da oposição. Após diversas tentativas de travar a votação, partidos contrários ao governo conseguiram suspender a discussão e adiar para próxima terça-feira (23) a análise do texto.
 
A ausência do líder do governo e do relator da proposta em grande parte da sessão fortaleceram o embasamento da oposição de que o governo não tem pressa em votar a proposta. E assim o presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), teve que encerrar a sessão. Estava claro que o objetivo de opositores era barrar a tramitação da proposta e se fosse o caso, iriam se obstruir para finalizar a reunião.  

“Pelo que podemos observar, de acordo com as lideranças partidárias, acordo que estão sendo feitos para melhor promoção do relatório final que será aprovado por esta comissão. O relator se reuniu com diversas lideranças partidárias e pediram que ainda pudesse haver algumas reuniões. Então, a reunião de hoje está encerrada”, anunciou Francischini. Com o adiamento, os sinais de derrota começaram a aparecer e para evitar que isso aconteça é provável que o texto sofra modificações ao longo do feriado Pascoal.

Ao se explicar sobre o adiamento da sessão, o relator da proposta, Marcelo Freitas (PSL-MG), avaliou ser preciso uma análise mais profunda da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que trata sobre a Previdência Social. O relator admitiu que tenta buscar entendimento entre os parlamentares para aprovação do texto.

“Temos buscado o consenso de um exto que realmente atenda aos interesses da população brasileira. Observamos que diversos temas foram trazidos pelos deputados, alguns deles que verdadeiramente apresentam uma maior complexidade e exigem uma análise mais pormenorizada. Na busca de se construir algo, demonstrando efetivamente a soberania desse parlamento, o relator solicita mais uma sessão para analisar cuidadosamente cada um dos temas e possamos apresentar na próxima terça-feira.


Avaliação dos deputados

O congressista Arthur Lira (PP-AL), enfatizou que é necessário fazer adequações para aprovar o texto. “Acredito que no momento o relator não teria maioria para aprovar o texto. Daí, achamos por bem o relator fazer essas adequações ao texto e dar um tempo para conhecermos toda a proposta, não abrindo novos prazo de discussão. Na terça-feira (23), com certeza ele será aprovado”. O parlamentar ressalta que “tem setores que não estão preocupados em apoiar uma Reforma da Previdência justa para os brasileiros. Estão preocupados em ganhar todos os dias alguma coisa na bolsa de valores, mas nós [deputados] não estamos aqui para isso”, destaca Arthur Lira.

O líder da oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ), frisou que o pedido de adiamento da votação ressalta a necessidade de fazer modificações no texto para conseguir aprovação. “O pedido do relator para adiar a votação prova que a oposição estava correta. O texto não está pronto para ser votado e se não houver modificações ele [o texto] não passa. Esse adiamento mostra que a articulação do governo não está funcionando e que não tem o número de deputados suficientes para defender a proposta do governo”, ressalta Molon. 

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