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RICARDO BARROS SURGE COMO OPÇÃO DO PP PARA ABANDONAR O CENTRÃO

Por Lúcia Guerra e Mário Benisti / Coluna Política.
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Por Lúcia Guerra e Mário Benisti / Coluna Política.

O deputado federal e ex-ministro da Saúde Ricardo Barros (PP-PR) manifestou, no início mês, sua intenção em concorrer a presidente. A visão do ex-ministro está correta. Um partido para crescer tem que se lançar a desafios como apresentar um nome para disputar a sucessão do primeiro mandatário da nação. O PP, este sempre compondo coligações, sem a menor oportunidade de crescimento, por não figurar como “alto clero”, capaz de ter um projeto próprio de chegar ao poder central.

Observando que o destino da legenda é se dividir e agrupar-se a outras pré-candidaturas de partidos com representantes bem inferiores ao PP, no Congresso Nacional, Ricardo Barros pode citar como exemplo o PDT, PSOL; REDE; PSB que sempre participaram das eleições presidenciais. É um momento único, para que através do horário gratuito, o PP possa mostrar seu trabalho nas duas Casas Legislativas e suas posições ideológicas no que se refere as políticas para uma nova ordem econômica, mudanças na saúde e educação.

Sempre levado a reboque por outras legendas, o PP precisa de mudar sua “indumentária” e através de uma nova roupagem, ser mais conhecido pelo eleitorado brasileiro. Abominar a velha imagem da legenda de “acomodação” clientelista, e revelar seus valores latentes, existentes em seus quadros.

A ousadia é parturiente do sucesso. O país viverá uma eleição atípica com resultados imprevisíveis, diante das inúmeras crises setoriais que afloram a sensibilidade do eleitor. Quem se recorda da primeira eleição direta para Presidente da República, percebeu que “monstros sagrados” da política nacional foram atropelados pelo saudoso Enéas, suplantando as votações de Ulysses Guimarães (o tetra presidente e pai da Constituição Cidadã); Aureliano Chaves, ex-vice-presidente do saudoso João Batista Figueiredo, responsável pela distensão do regime militar e importante interlocutor da transição. Superou também PC do B, PCB e PSB. Só não prosperou, em função de sua legenda (nanica) sem quadros importantes para catapultar à uma posição de maior destaque.

Caso o partido permita que Ricardo Barros seja o candidato da legenda (PP) para Presidente da República, com certeza a legenda sairá maior e mais respeitada após as eleições. Mas, para isso, é necessário que o PP abandone o “Centrão”.

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