
A presidente da OAB Paraná, Marilena Winter (foto), participou - segunda-feira (7/3/2022) do evento Direitos para todos, com o tema Mulheres em situação de rua, organizado pela Associação Paranaense do Ministério Público (APMP), em parceria com o Movimento Nacional da População de Rua e com a ONG Mãos Invisíveis. O evento foi em modo híbrido e a juíza federal Luciana Ortiz, de São Paulo, que desenvolve um projeto voltado a mulheres em situação de rua, proferiu uma palestra remotamente.
Os membros do Ministério Público do Paraná também compartilharam suas experiências e soluções que vêm sendo desenvolvidas no estado. Participaram ainda representantes do governo do estadual, da Prefeitura de Curitiba, da Polícia Militar, da Defensoria Pública, parlamentares e ONGs relacionadas ao tema.
“O objetivo desse evento é criar laços, conversar e nos familiarizar com tema que será tratado aqui e assim sensibilizar a sociedade civil organizada”, explicou o presidente da APMP, André Glitz. Ele lembrou o artigo 3º da Constituição Federal, que define entre os objetivos fundamentais da República “erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais”.
A diretora de Mulheres da APMP, Mariana Dias, apontou que 15% a 20% das pessoas em situação de rua são mulheres. “A violação de direitos é ainda mais grave pelo fato de serem mulheres. Queremos trazer a realidade dessas pessoas, conhecer melhor o que acontece com elas e dar início a um trabalho permanente com esse tema”.
Luciana Ortiz que integrou o grupo de trabalho do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre pessoas em situação de rua. “Quando o CNJ desenha uma política para as pessoas em situação de rua, o que nós estamos querendo é que as pessoas tenham condições de exercer a sua cidadania”, explicou a magistrada. Ela citou exemplos de mutirões que estão sendo realizados entre diversos órgãos públicos e organizações da sociedade civil.
A presidente da OAB Paraná destacou a importância de diversas entidades atuarem juntas e voltarem olhar para as causas invisibilizadas. “Acredito muito na causa da cooperação. Nós temos a missão institucional de dar validade aos princípios constitucionais da erradicação da pobreza, da não discriminação e da igualdade entre homens de mulheres. A Ordem dos Advogados do Brasil está presente e tem atuado nesse sentido, especialmente por meio de suas várias comissões, como a de Estudos de Violência de Gêneros, a das Mulheres Advogadas, a de Direito à Cidade e especialmente a Comissão de Direito Humanos”, afirmou Marilena Winter.
Hugo Leal propõe debate para discutir os 18 anos da Lei Seca
STF pode barrar medidas do Congresso para aumentar gastos, diz Gilmar
Comissão do Senado aprova novo piso salarial de médicos e dentistas
Leitura transforma vidas e reduz conflitos no Centro de Detenção de Cáceres