
Ronaldo Nóbrega
Editor Sênior Justiça em Foco
A advocacia sempre se sustentou sobre a confiança. É ela que garante a relação entre cliente e advogado, que confere legitimidade ao exercício profissional e que torna possível a defesa de direitos nos tribunais. Mas, como alerta o advogado Nelson Wilians, vivemos um tempo em que a confiança deixou de depender apenas da ética, do preparo técnico ou da experiência de um escritório. Ela passou a ser medida também pela capacidade de proteger dados e resistir a ameaças digitais.
O avanço da criminalidade cibernética atinge escritórios de todos os portes. O risco é real: basta um clique errado para comprometer anos de reputação e milhões em ativos. Não é mais exagero falar em ataques direcionados à advocacia, trata-se de uma rotina crescente em um setor que concentra informações estratégicas de empresas, famílias e litígios de alto valor.
A reflexão de Nelson Wilians aponta para algo maior: a necessidade de que a advocacia incorpore a cibersegurança como pilar institucional. Já não basta cumprir prazos ou elaborar pareceres consistentes. É preciso demonstrar responsabilidade técnica e jurídica no tratamento de dados, seja pelo uso seguro de tecnologias, seja pela construção de uma cultura organizacional que valorize a proteção da informação.
No fundo, como lembra o autor, proteger dados é proteger a própria profissão. A advocacia que se antecipar a esse desafio conquistará autoridade e confiança renovada em um mercado em transformação.
Para ler o artigo completo de autoria de Nelson Wilians, acesse o link no LinkedIn