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MPF: órgãos reforçam necessidade de integração no combate à corrupção

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Órgãos públicos federais de fiscalização e controle apresentaram na manhã de hoje, 9 de dezembro, à imprensa, durante entrevista coletiva, balanço das atividades de combate à corrupção desenvolvidas no último ano em Alagoas. Promovida pela Controladoria Geral da União (CGU) e pelo Ministério Público Federal (MPF) em Alagoas, a entrevista coletiva também teve a participação de representantes locais da Polícia Federal (PF), Tribunal de Contas da União (TCU) e Advocacia Geral da União (AGU). A entrevista foi realizada no auditório do TCU, no Trapiche da Barra.

Representantes do Ministério Público Federal (MPF) em Alagoas, os procuradores da República Ana Paula Carneiro e Fábio Holanda destacaram a necessidade da ação coordenada dos órgãos de fiscalização e controle para fazer frente às organizações criminosas, que a cada dia tornam-se mais complexas, o que exige uma maior articulação dos órgãos envolvidos no combate à corrupção.

Segundo o procurador Fábio Holanda, há cada vez mais, por parte da sociedade, o anseio pela punição dos acusados de atos de corrupção. Nesses casos, a perda do cargo público e a suspensão dos direitos políticos de quem pratica corrupção é fundamental para evitar novos prejuízos. “Tirar o gestor corrupto da vida pública, na maioria dos casos, é mais importante do que o ressarcimento de valores de um caso específico. Quando o agente improbo continua na administração pública, há um grande risco de causar ainda mais prejuízos”, afirmou o procurador da República.

Para ele, a participação da sociedade no combate à corrupção é igualmente importante. Participação que pode ser feita de várias formas. Desde a apresentação de denúncias aos órgãos de Estado até a escolha dos representantes eleitos para o Executivo e Legislativo. “O voto é o principal instrumento de combate à corrupção. Com ele, o cidadão pode decidir se o candidato envolvido em corrupção vai continuar na vida pública ou não”, afirmou.

A integração dos órgãos para o combate à corrupção também foi ressaltada pelo secretário executivo do TCU em Alagoas, João Walraven. Mesmo com atuação autônoma e independente entre si, as ações desses órgãos estão relacionadas. “Cada um atua de maneira concomitante ou a partir do encaminhamento de informações de outro”, afirmou. “O bom desempenho da missão de cada um, certamente, contribui de forma eficaz para o sucesso da atuação dos outros. Tudo, com o objetivo maior de eliminar esse mal, chamado corrupção, da sociedade brasileira”, concluiu.

Também participaram do evento, o chefe da Controladoria Regional da União em Alagoas, Cláudio Vilhena, o procurador-chefe da União em Alagoas, Sandro Miranda, o superintendende da Polícia Federal em Alagoas, Amaro Ferreira,  o delegado federal Delano Cerqueira, além do Coordenador do Fórum de Combate à Corrupção em Alagoas (Focco-AL), o promotor de justiça Ubirajara Ramos.

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