Movimento de Emaús recebeu nesta terça diversas bicicletas do Fórum Criminal
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As 52 bicicletas apreendidas, objetos de processos, e que foram liberados pelos juízes das varas patrimoniais do Fórum Criminal de Belém tiveram hoje um destino social. Elas foram doadas ao Movimento República de Emaús, coordenado pelo padre salesiano Bruno Secchi. O religioso assinou o termo de doação, por volta das 11h, no gabinete da Diretoria do Fórum Criminal, na presença da diretora em exercício, juíza Rosa Navegantes. As unidades foram transportadas num caminhão baú trazido pelo próprio padre.
Entre as cláusulas do termo de doação está a que estabelece que, "a entidade donatária está autorizada a utilizar ou vender os bens, desde que sejam destinados a pessoas carentes ou a outras entidades sem fins lucrativos". Emocionada a juíza Rosa Navegantes lembrou da época de estudante, quando voluntariamente percorria as ruas de Belém, no dia da Grande Coleta, recolhendo móveis e eletrodomésticos usados. Esse material era recuperado nas oficinas da República do Pequeno Vendedor, e posteriormente vendidos a preços módicos às famílias de baixa renda.
Informações colhidas no site da organização dão conta que o Movimento de Emaús surgiu, em 1972, como um evento que percorria as principais ruas de Belém recolhendo móveis, eletrodomésticos e toda sorte de objetos usados chamado ‘A grande coleta’. Hoje, a campanha corresponde a um setor que recebe doações, encaminha o material para reforma e administra a loja onde os produtos são vendidos a preços acessíveis às famílias mais pobres.
A entidade recebe, diariamente, objetos usados em condições de serem reformados. República do Pequeno Vendedor reúne os projetos Arte de Viver e Arte Educação, que atendem crianças e adolescentes em situação de rua além de vítimas ou vulneráveis à violência sexual.
As outras frentes do Movimento são: o Centro de Defesa da Criança e do Adolescente, que a atua na defesa jurídico-social e em programas de enfrentamento ao trabalho infantil doméstico (Petid) e no combate à violência sexual (Jepiara). O Programa Sócio Solidário possibilita a doação em dinheiro de pessoas físicas e jurídicas. E o Centro de Promoção ao Trabalho corresponde a uma frente de profissionalização que oferece cursos e chances de trabalho para mais de 400 jovens, de acordo com a Lei do Adolescente Aprendiz.