Terá início, daqui a pouco, o interrogatório dos quatro acusados pelo crime ocorrido no cemitério da Igreja Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia, em Ouro Preto. Estamos entrando no 3º dia de julgamento e a sessão está prevista para iniciar ao meio dia.
Ontem, dia 2, foram ouvidas seis testemunhas de defesa e três informantes arrolados pelo Ministério Público. Dentre os informantes, estava a mãe da vítima, que prestou seu depoimento muito emocionada. Para ela, o fato aconteceu há oito anos, “mas parece que foi ontem, não passa”, desabafou. Ela reclamou que os acusados “não se defendem, só acusam”.
A maioria das testemunhas de defesa eram colegas de escola dos três rapazes, dos cursos de Artes Cênicas e Música, que garantiram que nunca viram os jovens jogando "RPG". A última a depor foi uma professora de Filosofia, da UFOP, que também garantiu conhecer os rapazes e o comportamento deles, inclusive fora da Universidade, revelando que eles freqüentavam a casa dela e eram amigos de seus filhos.
Ao todo foram 21 depoimentos: 10 testemunhas de acusação, cinco informantes e seis testemunhas de defesa.
Encerrado o interrogatório, começarão os debates entre acusação e defesa. O tempo destinado à cada parte será fixado durante o procedimento. Os advogados de defesa pediram a ampliação do período, argumentando que o tempo previsto em lei não seria suficiente para a exposição de suas teses. A juíza Lúcia de Fátima Albuquerque decidiu que, no momento dos debates, irá consultar os jurados para fixar o período, se for o caso.
O julgamento teve início na quarta-feira, dia 1º de julho. São mais de 15 horas de julgamento e ainda não se pode prever o seu término.