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Com apoio de Bolsonaro, candidato a deputado federal Capitão Davi, defende implantação de escolas cívico-militares

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O candidato a deputado federal, Capitão Davi (PL-DF), contou, hoje (26.9.2022), em entrevista ao portal Justiça em Foco, sobre a implementação das escolas cívico-militares, as propostas para sua candidatura e projetos que afirma que irá implementar se eleito para trabalhar na Câmara dos Deputados, nestas eleições de 2022. O candidato é formado em Direito, está no Exército Brasileiro há mais de 30 anos, e é fundador da Associação Brasileira de Educação Cívico-Militar (ABEMIL).

Confira a entrevista na íntegra:

Justiça em Foco: Senhor candidato, para começarmos, vamos falar sobre o senhor, quem é Capitão Davi?

Capitão Davi: Bom dia, primeiramente, eu sou candidato a deputado federal do Distrito Federal pelo partido liberal. Sou natural de Pedreiras, Maranhão, mas moro no DF há muito tempo. Tenho graduação em Direito, sou da reserva militar no Exército Brasileiro, defendo a segurança e a família tradicional brasileira. Sou fundador e presidente licenciado da Associação Brasileira de Educação Cívico-Militar (ABEMIL), que inclusive, tem feito através da implementação do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (PECIM), em diversas escolas por todo o Brasil.

Justiça em Foco: Senhor candidato, poderia explicar um pouco como funciona esse processo de implementação nacional das escolas cívico-militares?

Capitão Davi: Primeiramente, essa implementação só foi permitida depois da criação do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (PECIM), do Governo Jair Bolsonaro. Explicando como funciona as escolas cívico-militares, desde logo, todas as escolas, sem exceção, é feito um trabalho em conjunto entre corpo docente da escola e o apoio dos militares da reserva na administração da escola, com o intuito de melhorar o ensino-aprendizagem das escolas públicas. Para a implementação é criada uma audiência pública, em que é debatido com a comunidade acadêmica da escola, e é votado, se aceito, daí é iniciado o processo.

Justiça em Foco: Qual a diferença entre os Colégios Militares, para esse novo projeto, senhor candidato?

Capitão Davi: Os colégios militares são regidos somente pelo Exército ou pela Polícia Militar. Diferentemente das escolas cívico-militares, que o currículo é determinado pela Secretaria da Educação, o corpo docente das escolas irão continuar atuando, a organização didático-pedagógica, assim como financeira, fica por conta dos civis.

Os militares da reserva irão trabalhar como monitores no auxílio da gestão educacional, serão os que têm experiência na área educacional do Exército, o trabalho deles será voltado para a questão do comportamento adequado dos alunos, sem a prática de bullying, violência, vícios e entre outros.

Justiça em Foco: Por que o senhor decidiu se tornar candidato a deputado federal?

Capitão Davi: Com o intuito de trabalhar na Câmara dos Deputados em prol de mais segurança, saúde e educação para os jovens, em benefício da nossa população como um todo. Como efetivo do Exército há mais de 30 anos, dedicados ao ensino e formação de jovens, quero continuar defendendo o modelo misto da educação. A violência é gerada pela falta de segurança, seja nas ruas ou nas escolas, nesse último ano o número de casos de violência dentro das escolas foi alarmante, eu defendo o trabalho dos militares na disciplina dessas crianças. Portanto o trabalho do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (PECIM).

Justiça em Foco: Quais as propostas que o senhor tem para sua candidatura?

Capitão Davi: Quero transformar o decreto das escolas cívico-militares em um projeto de lei, para assim transformarmos em um programa de estado, que contemple todos os quatro cantos do Brasil. Também tenho como projeto a alteração da Lei nº 4.375, de 17 de agosto de 1964, para a possibilidade de alteração no limite de 96 meses (8 anos), no serviço militar temporário. O objetivo é a ampliação para 144 meses (12 anos), respeitando o limite de idade e outros requisitos previstos em lei. Essa medida ainda irá contribuir para conter os gastos públicos, pois com o final do contrato os militares temporários vão para a reserva não remunerada.

Justiça em Foco: Senhor candidato, é verdade que foi responsável por promover o 1º Simpósio Brasileiro de Escolas Cívico-Militares?

Capitão Davi: Sim! O evento foi para o lançamento da Frente Parlamentar de Apoio ao Ensino Militar do Brasil. Aconteceu em 2019, na época contamos com a participação de mais de 200 deputados, diversas pessoas bastante importantes para o governo, como o deputado federal Eduardo Bolsonaro; o líder, na época, do governo na Câmara, o Major Vitor Hugo e entre outros.

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