
O “fenômeno” das Fake News ganhou ainda mais destaque no segundo turno das eleições presidenciais. O termo se tornou tão preocupante que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou uma página para esclarecer o eleitor sobre a disseminação das chamadas notícias falsas, tradução da palavra em inglês.
De acordo com a corte eleitoral, a página foi criada com o objetivo de “inibir afirmações que tentam macular a higidez do processo eleitoral nacional”, diz a corte. Além de combater a proliferação de informações falsas, o TSE “apresenta links para esclarecimentos oriundos de agências de checagem de conteúdo, alertando para os riscos da desinformação e clamando pelo compartilhamento consciente e responsável de mensagens nas redes sociais”, explica a corte eleitoral.
Diante da disseminação das Fake News, sites de checagem de conteúdo como a boatos.org e aosfatos.org criaram uma série de dicas para identificar as notícias falsas. O conteúdo foi apresentado na edição de ontem (18) do jornal O Metro.
A primeira sugestão é a análise do título da mensagem. De acordo com os avaliadores, palavras com o tom de alarme são usadas para atrair o leitor. Alguns dos exemplos de palavras usadas, segundo os analistas, são: “atenção”, “alerta”, “cuidado”, entre outras. A melhor opção a fazer é ler o texto por completo, na avaliação dos especialistas.
A segunda dica é fazer pesquisa em outros veículos que tenham credibilidade. Se for uma notícia de muita repercussão acontece, logo estará disponível em outros sítios eletrônicos.
Um outro tópico a ser observado é o endereço eletrônico da notícia. Para os analisas de notícias falsas, se o endereço do site no qual a reportagem está inserida não for confiável, com URL obscura, as chances de ser uma Fake News são grandes.
Avaliar também as fontes citadas na notícia vai demonstrar se de fato, são notícias falsas. De acordo com os analistas, “muitas notícias falsas são disseminadas a blogs ou páginas de Redes Sociais sem credibilidade”, avaliam.
A estrutura do texto também poderá identificar e caracterizar as fake News. Em notícias verdadeiras, o excesso de adjetivos e termos pejorativos são evitadas por profissionais de redação jornalística, como os jornalistas. Uma outra observação são os erros ortográficos e concordância, comuns nas Fake News.
A última dos especialistas é bem simples: “compartilhar apenas depois de checar os dados”. Para os analistas, seguindo esse passo a passo a disseminação de notícias falsas será combatida de maneira fácil e eficaz.