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Alvaro Dias retorna ao Senado e faz alerta sobre tragédia fiscal: “O Brasil está pagando R$ 1 trilhão em juros”

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Da redação Justiça em Foco. (Foto: Edilson Rodrigues) 21 de maio de 2025
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Num momento em que o Brasil enfrenta o mais preocupante descontrole fiscal de sua história recente, a volta do ex-senador Alvaro Dias (Podemos-PR) à tribuna do Senado, nesta quarta-feira (21.maio.2025), soou como um apelo de lucidez e responsabilidade. Em meio à sessão solene que celebrou os 25 anos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), da qual foi relator, Dias reacendeu o debate sobre o avanço alarmante da dívida pública e seus desdobramentos sociais.

Com um discurso firme, de forte apelo institucional, Alvaro Dias lembrou que os juros da dívida pública já ultrapassaram R$ 1 trilhão só neste ano. O estoque total da dívida atinge R$ 7,5 trilhões — o equivalente a 8,5% do PIB apenas em juros. “É preciso que o Senado recoloque o país nos trilhos da responsabilidade fiscal”, afirmou. Ele defendeu medidas estruturais, redução de despesas e o fim do déficit público, cobrando do Congresso um protagonismo que, segundo ele, tem faltado.

A fala de Alvaro Dias escancarou uma realidade que muitos preferem ignorar: o descontrole fiscal não é apenas um problema técnico — é uma crise social. Ao citar o relato de um prefeito do interior do Paraná sobre o aumento no uso de antidepressivos e separações conjugais motivadas por endividamento familiar, o ex-senador chamou atenção para o drama cotidiano que afeta milhares de brasileiros.

Dias evocou o “Conselho dos Anciões Sábios da Grécia Antiga” ao pedir sabedoria aos senadores diante do cenário atual. Sua presença no plenário, após mais de dois anos fora do Congresso, evidenciou algo que muitos admitem nos bastidores, mas poucos dizem em público: o Brasil sente falta de políticos como Alvaro Dias — que conhecem os números, compreendem os impactos e defendem, com coragem, a disciplina nos gastos públicos.

A cerimônia reuniu senadores, autoridades econômicas, órgãos de controle e técnicos que atuaram na formulação da LRF. Mais do que uma comemoração, o evento se tornou palco de um chamado: o país precisa reencontrar a responsabilidade fiscal — e líderes capazes de conduzi-lo nesse caminho.

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