
A senadora Ana Paula Lobato (PSB/MA) protocolou, na última sexta-feira (23.junho.2023), um pedido oficial de exoneração do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, junto ao Conselho Monetário Nacional (CMN), devido a persistência do dirigente em manter as taxas de juros em níveis elevados, o que tem acarretado consequências negativas para a economia brasileira.
"Não podemos permitir que a persistência do Presidente do Banco Central em não reduzir as taxas de juros comprometa o crescimento econômico do país. Essa postura evidencia uma clara desconexão com a realidade atual e impede que empresas invistam e que o consumo seja estimulado", enfatizou a senadora.
Conforme o documento apresentado, o Conselho de Política Monetária (Copom) decidiu, pela sétima vez consecutiva, manter a taxa Selic no elevadíssimo patamar de 13,75%, a mais alta do mundo. "Fica evidente a clara atuação política de Campos Neto em prejudicar o atual governo, impossibilitando um maior crescimento econômico", avaliou a senadora.
A proposta de exoneração deverá ser encaminhada ao presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva. No entanto, sua efetivação está condicionada à prévia aprovação, por maioria absoluta, do Senado Federal, conforme estabelecido no art. 5º, §1º da Lei Complementar nº 179/2021.
"Estamos solicitando que seja encaminhada ao presidente da República a proposta de exoneração. Antes, contamos com a sensibilidade dos colegas senadores e senadoras para que aprovem nosso pedido. É fundamental que adotemos as medidas necessárias para garantir uma política monetária adequada e eficiente para o Brasil", defendeu a senadora.
Agora, resta aguardar os desdobramentos dessa importante ação, que tem como objetivo trazer uma mudança significativa na condução da política monetária nacional e impulsionar a economia brasileira.
CEO Editor Ronaldo Nóbrega
ronaldo.nobrega@justicaemfoco.com.br
Banco de boas práticas na proteção da mulher é aprovado na CDH
Senado aprova Benedito Gonçalves como novo corregedor do CNJ
Câmara discute direito ao uso de nome religioso no serviço público
Mediação online para pequenos negócios ganha força na Câmara