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Aprovada indicação de Castilhos França para embaixada do Brasil nos Países Baixos

Da Redação com informações da Agência Senado.
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Em sessão semipresencial nesta terça-feira (22), por 43 votos favoráveis e três votos contrários, o Plenário do Senado aprovou a indicação do diplomata Paulo Roberto Caminha de Castilhos França para exercer o cargo de embaixador do Brasil no Reino dos Países Baixos. A aprovação da mensagem (MSF 4/2020) com essa indicação, relatada pelo senador Carlos Fávaro (PSD-MT), será comunicada à Presidência da República.

Os Pai?ses Baixos sa?o uma monarquia constitucional controlada por um parlamento bicameral formada por quatro pai?ses: Pai?ses Baixos (ou Holanda, no centro da Europa) e Aruba, Curac?ao e Sa?o Martinho (os três no Caribe). As tre?s localidades caribenhas te?m estatuto independente, com governo e eleic?o?es pro?prios, embora as áreas de defesa e poli?tica externa fiquem a cargo dos Pai?ses Baixos. A capital e? Amsterda?, mas a sede do governo fica na cidade da Haia.

Paulo Roberto Caminha de Castilhos França nasceu em Porto Alegre em 7 de junho de 1956 e ingressou na carreira diploma?tica em 1981. Foi diretor do Departamento da Aladi e Integração Econômica Regional de 2011 a 2012 e chefe da representação brasileira junto à Autoridade Nacional Palestina (2012-2015). Hoje é cônsul-geral do Brasil em Istambul, na Turquia.

Os Países Baixos são o maior mercado para as exportações brasileiras na Europa — com destaque para os segmentos agropecuário e de produtos de alto valor agregado, como embarcações e plataformas petrolíferas. Há várias empresas neerlandesas que atuam no Brasil e geram significativa quantidade de empregos, como Shell, Philips, Unilever, Makro, Heineken, C&A, ABN Amro, entre outras. Também há várias empresas brasileiras instaladas naquele país, como Petrobras, Embraer, Braskem, Cutrale e Bertin Agropecuária.

Em sabatina na Comissão de Relações Exteriores (CRE) realizada na segunda-feira (21), Castilhos França frisou que pretende, no cargo de embaixador, dar prioridade ao desenvolvimento da cooperação científica entre o Brasil e os Países Baixos. O diplomata afirmou que os neerlandeses têm uma área de ciência e tecnologia dinâmica, e estão na ponta da inovação em vários setores, como os de sustentabilidade, indústria e agricultura de precisão, tecnologia da informação e recursos hídricos.

Livre comércio
As relac?o?es diploma?ticas com o Brasil foram estabelecidas em 1828. Segundo o senador Antonio Anastasia (PSD-MG), que foi relator da indicação do diplomata na Comissão de Relações Exteriores, a grande tradição comercial do pais foi construída ao longo de séculos e é baseada no multilateralismo e no livre comércio. De acordo com o senador, nas u?ltimas de?cadas os lac?os com o Brasil foram fortalecidos e ganharam dinamismo, principalmente no setor econo?mico-comercial.

Anastasia também afirmou que o Brasil é tradicional e importante parceiro comercial desse país, bem como destino de substantivos investimentos dos neerlandeses. Os Pai?ses Baixos sa?o o maior mercado para as exportac?o?es brasileiras na Europa, e o quarto maior do mundo, atra?s apenas dos Estados Unidos, China e Argentina.

O supera?vit do Brasil na balanc?a comercial bilateral aumentou significativamente em 2018. O país exportou para os Pai?ses Baixos cerca de US$ 13 bilho?es (5,45% do total de exportac?o?es brasileiras) e importou US$ 1,6 bilha?o, resultando um saldo de US$ 11,3 bilho?es, o maior das relac?o?es comerciais com parceiros europeus. O porto de Roterda? e? o mais relevante ponto de entrada de bens brasileiros na Europa e destino da maior parte das exportac?o?es do agronego?cio brasileiro para o continente.

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