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Recuperações tiram GPA e Raízen do Ibovespa

Ronaldo Nóbrega
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A exclusão das ações do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) e da Raízen (RAIZ4) do Ibovespa, confirmada terça-feira (17.mar.2026), acendeu o alerta no mercado financeiro após a Justiça aceitar o processamento das recuperações extrajudiciais das duas companhias.

A retirada seguiu o manual da B3 e veio junto com a divulgação da nova carteira teórica do índice. No caso do GPA, a decisão judicial partiu da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, que autorizou o processamento do pedido na semana passada. As ações já vinham pressionadas e acumulam queda recente.

Já a Raízen protagoniza um movimento de maior escala. A empresa, controlada por Cosan e Shell, entrou com pedido para reestruturar cerca de R$ 65 bilhões em dívidas, no que é apontado como a maior recuperação extrajudicial já registrada no país. A Justiça também deu sinal verde e suspendeu cobranças por até 180 dias.

Nos bastidores, o episódio reforça um diagnóstico conhecido. Quando empresas desse porte recorrem a esse tipo de instrumento, o impacto vai além do balanço e chega direto à confiança do investidor.

A recuperação extrajudicial, por sua vez, funciona como uma negociação direta com credores para reequilibrar as contas e evitar um processo mais amplo de recuperação judicial. Ainda assim, a saída do Ibovespa mostra que o mercado reage rápido quando o risco aumenta.

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