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Chico Rodrigues pede medidas contra os efeitos do El Niño na economia

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Com informações da Ag. Senado.
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Em seu pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (19), o senador Chico Rodrigues (PSB-RR) voltou a alertar sobre a crise climática mundial, que tem se agravado no Brasil. O parlamentar enfatizou que, enquanto o Sul do país enfrenta chuvas intensas e ciclones extratropicais, a região Norte registra uma seca histórica provocada pelos efeitos do fenômeno El Niño.

Ele fez um apelo ao governo federal por implementação de medidas a fim de minimizar os impactos do clima. O senador argumentou que a situação tem atingido a economia, gerando incertezas para agricultores, empresários e para a população mais carente.

— É essencial que o poder público atue com firmeza para reduzir os efeitos que o El Niño tem imposto à Região Norte do Brasil, sob pena de testemunharmos uma grave crise humanitária, econômica e ambiental, considerando que os seus efeitos podem se estender até abril do próximo ano e que a Região Norte já contava, antes mesmo do período da seca, com o maior percentual de pessoas em situação de insegurança alimentar — disse.

Chico Rodrigues alertou para as consequências também na geração de energia nas hidrelétricas amazônicas, com usinas operando muito abaixo da capacidade normal. O senador ressaltou também a importância do transporte fluvial para o envio de produtos fabricados na Zona Franca de Manaus. Segundo ele, com a redução da capacidade de transporte nos rios, há o risco de escassez de estoques, que pode afetar o Nordeste e o Centro-Sul do país. Além de colocar em risco o abastecimento das populações ribeirinhas.

— Toda a produção nacional de ar-condicionado, de televisores, de lavadoras de roupa e micro-ondas ocorre em Manaus [...]. Da mesma forma, o abastecimento de muitas populações ribeirinhas e de comunidades indígenas está ameaçado. Muitos dos itens de subsistência dessa população só chegam a esses locais por meio fluvial. No Amazonas, as pessoas atingidas pela seca estão com dificuldades que variam desde conseguir comida e água potável até o acesso a serviços básicos como saúde, transporte e educação — concluiu.

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