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Expresso

Júri condena réu que matou mulher

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Sob a direção da juíza substituta Luciana Nascimento Silva, o 1° Tribunal do Júri de Goiânia condenou, nesta quinta-feira (16), José do Prado Carvalhes, a 13 anos de reclusão, a serem cumpridos na Penitenciária Odenir Guimarães, em Aparecida de Goiânia. Apesar de a Justiça não saber onde está o réu, os jurados entenderam que ele matou a facadas a sua mulher, Iolanda Morais de Sousa, com quem manteve relacionamento durante um ano e teve uma filha. Na decisão, o Conselho de Sentença acatou tese da promotoria, para quem o crime foi praticado por “motivo fútil e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima”.

Conforme o Ministério Público (MP), o crime ocorreu em 1° de março de 1986, por volta das 19h30, no Jardim Bela Vista, na capital. Naquele dia, Iolanda foi até a casa de Lourdes Gomes dos Santos, onde começou a dançar com Divina Gomes dos Santos. Em determinado momento, José chegou ao local e não gostou de ver sua mulher dançando com outra. Em razão disso, ele arrastou sua companheira até a rua e a esfaqueou, “movido por forte crise de ciúmes”. Iolanda teve morte instantânea e, após o crime, José fugiu do local.

A sessão foi vista por 20 alunos do ensino médio da Escola Criativa, localizada em Aparecida de Goiânia. “Viemos adquirir mais conhecimento sobre o funcionamento de um júri popular, porque vamos simular um sobre o livro Dom Casmurro, de Machado de Assis, no próximo mês”, contou a estudante Dayane Carvalho Melo.

O trabalho vai ser desenvolvido sob a orientação da professora de língua portuguesa e literatura, Angela Costa Fernandes, que também assistiu ao julgamento. “Além de se preparar para o teatro, os alunos exercem a cidadania ao assistir um júri. Para mim, é extremamente relevante o interesse deles, já que também têm a oportunidade de conhecer o papel da Justiça”, afirmou.



FONTE: TJGO.

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