
Disputando pela chapa A Nova Ordem (nº 10), Guilherme Capriata Vaccaro Campelo Bezerra expôs ao Justiça em Foco [em visita a nossa redação] os motivos que o conduziram à candidatura da Presidência da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF).
Confira o relato de Guilherme Campelo:
Motivo: “Primeiramente, quero agradecer o espaço que o Justiça em Foco me concedeu para que pudesse falar um pouco mais sobre a minha motivação. Na verdade, essa é a palavra que dita a tônica da nossa campanha: motivação. Nesses dois últimos anos, fomos muito abalados pela pandemia da Covid-19, muitos colegas me confessaram estarem desmotivados, sem esperanças, sem apoio. A OAB-DF poderia dar um suporte a toda uma classe, mas preferiu se omitir. Isso me motivou muito a me candidatar, porque sabia que se estivesse com a caneta na mão, poderia aliviar a situação de milhares de advogados, sem comprometer em nada as finanças da OAB-DF. [Isso precisa mudar e vai mudar votando na chapa 10]. Por isso estamos aqui, para mudar essa mesmice, para inovar processos, para transformar essa instituição em algo útil na vida do advogado.
OAB-DF nos dias de hoje: “A realidade é que a OAB-DF é vista por toda classe como um ‘puxadinho do Palácio Buriti’. Hoje você paga a anuidade e não tem nada em troca, a OAB-DF revela-se inoperante quando se busca apoio aos operadores do Direito. Há muito tempo a OAB-DF está nas mãos de duas forças que se revezam, tipo uma política do café com leite. É necessário quebrar esse oligopólio, inovar a OAB-DF. Por exemplo, não existe uma regulação da gestão financeira da seccional. É necessário aplicar um sistema de compliance corporativo, isto é, auditar processos, encontrar erros e buscar soluções. O portal de transparência, que deveria ser um instrumento de accountability é precário e desorganizado. Nossa gestão pretende facilitar a verificação dos advogados em relação ao seu próprio dinheiro: idealizamos implantar um sistema push que notifica eletronicamente os inscritos sobre as atualizações do portal de transparência.
Propostas: “Precisamos enxugar os custos da máquina, diminuir a anuidade e, ao mesmo tempo, vamos oferecer suporte ao advogado iniciante com cursos que ensinam a advocacia na prática, o que ele precisa e como fazer para começar a trabalhar. Nós vamos resgatar o prêmio Maurício Corrêa, colocar a Escola Superior de Advocacia para funcionar, vamos focar em temas atuais: marketing jurídico, consultoria jurídica nas redes sociais, startups de advocacia, coworking, incubadoras. Enfim, a nossa gestão vai investir em inovação nas subseções, até porque estão mais perto das pessoas que buscam atendimento nas áreas de Direito Cível, Família, Trabalhista, Previdenciário e Penal, Direitos da Criança e do Adolescente, Direito do Consumidor. A Seccional da OAB/DF não será reconstruída apenas com as iniciativas do Edifício Sede. As subseções vão ter o papel fundamental: Gama; Brazlândia; Ceilândia; Guará; Núcleo Bandeirante; Paranoá; Planaltina Riacho Fundo I e II e Recanto das Emas; Samambaia; Santa Maria; São Sebastião; Águas Claras; Sobradinho e Taguatinga. Nos locais mais afastados do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios - temos a proposta de instalar, a princípio, três creches para atender às advogadas que possuem filhos pequenos, a ideia é começar pelas Regiões Administrativas de Taguatinga, Sobradinho e Gama, nos locais que mais precisam. Imaginem só a OAB-DF fazendo mais pelas advogadas mães, isso é extremamente importante!
Concorrência: “As chapas que disputam hoje e se dizem de ‘oposição’, mas são do mesmo oligopólio da situação. Infelizmente, muitos dos meus concorrentes só querem manter a OAB-DF como ela está, querem usufruir dos benefícios e do poder que é presidir uma instituição desse porte. Precisamos mudar mesmo a OAB-DF, implementar uma gestão profissional de empresa privada, cortar na carne [terminar com as futilidades com verba da seccional] para dar 50% de desconto na anuidade e defender com firmeza pautas relacionadas às prerrogativas, honorários, processo eletrônico e outros temas que impactam diretamente a atuação profissional, e por isso peço o voto das amigas e dos amigos da advocacia brasiliense na Chapa 10 no próximo dia 21 de novembro.
CEO Editor Ronaldo Nóbrega
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