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Marcelo Godke é reconhecido no Prêmio Nacional Justiça em Foco por visão global

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Marília Jardim
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Por Marília Jardim

Com mais de três décadas dedicadas ao Direito Empresarial, atuação internacional consolidada e uma carreira marcada pela combinação entre rigor técnico e visão estratégica, Marcelo Godke, advogado, professor universitário e especialista em Direito Societário e Mercado de Capitais, recebeu o Prêmio Nacional Justiça em Foco 2025, entregue em 16 de dezembro de 2025, durante cerimônia realizada no Grand Mercure Brasília – Eixo Monumental. Sócio de um dos escritórios mais inovadores da América Latina, com presença estruturada em São Paulo, Brasília, Orlando e Lisboa, Marcelo Godke atua em áreas centrais do capitalismo contemporâneo, como governança corporativa, compliance, investigações, fusões e aquisições, mercado financeiro, fintechs e criptoativos, consolidando-se como uma das principais referências do Direito Empresarial brasileiro com projeção internacional. Após receber o Prêmio Nacional Justiça em Foco, Marcelo Godke falou sobre o significado da honraria, sua trajetória profissional com forte atuação internacional e os desafios do Direito Empresarial em um cenário econômico cada vez mais globalizado, regulado e dinâmico, no qual a advocacia é chamada a combinar excelência técnica, visão estratégica e compreensão integrada dos mercados e das instituições.

O que representou, pessoalmente, receber o Prêmio Nacional Justiça em Foco 2025?

Marcelo Godke: Fiquei muito honrado. É um prêmio que olha para o ambiente jurídico brasileiro de maneira ampla, diferentemente de outros reconhecimentos já consolidados no mercado. Muitos prêmios acabam se concentrando em nichos específicos, enquanto o Justiça em Foco tem um caráter mais abrangente e institucional.

Em que sentido essa abrangência diferencia o prêmio de outros rankings jurídicos?

Marcelo Godke: Ele contempla desde advogados que atuam no Direito Empresarial, que é o meu caso, até profissionais de recuperação judicial, que muitos outros prêmios simplesmente não contemplam. Além disso, alcança o próprio Legislativo, o Judiciário, com juízes agraciados, e também representantes do mundo notarial, registral e cartorário. Isso dá ao prêmio um significado diferente.

Qual é, na sua avaliação, o impacto desse tipo de reconhecimento para o meio jurídico?

Marcelo Godke: Vejo como um incentivo para que as pessoas prestem um serviço de excelência. No mundo jurídico, os resultados raramente aparecem no curto prazo. Eles costumam vir no médio e, principalmente, no longo prazo. O prêmio funciona como um reconhecimento de que um trabalho perseverante, feito com cuidado, cautela e boa técnica, acaba sendo reconhecido pelo mercado de forma ampla.

O prêmio dialoga com a ideia de meritocracia no Direito?

Marcelo Godke: Sim, porque ele reconhece o serviço bem prestado e o resultado esperado ao longo do tempo. É um estímulo para que façamos as coisas da maneira correta, com a melhor técnica jurídica possível e, de forma geral, com excelência. Isso vale para a advocacia, para o Judiciário e para todas as carreiras jurídicas.

Como o senhor define hoje o foco central da sua atuação profissional?

Marcelo Godke: Sou um advogado especializado em questões comerciais. Estruturo operações de fusões e aquisições, operações de mercado de capitais, trabalho com regulamentação bancária, fintechs e operações internacionais. Minha advocacia é bastante internacionalizada, algo que foi uma escolha estratégica do escritório há mais de uma década e meia.

Essa internacionalização mudou o perfil do escritório?

Marcelo Godke: Sem dúvida. Temos hoje uma atuação muito forte tanto nos Estados Unidos quanto em Portugal, inclusive assessorando instituições financeiras em operações complexas. Isso nos permite desenvolver uma advocacia mais sofisticada, conectada com diferentes sistemas regulatórios e econômicos.

De que forma sua formação acadêmica contribuiu para esse perfil internacional?

Marcelo Godke: Ela foi determinante. Fiz um mestrado na Holanda, um segundo mestrado nos Estados Unidos, depois retomei minha formação no Brasil com um doutorado pela Universidade de São Paulo. Atualmente estou em fase de conclusão de um segundo doutorado na Holanda. Essa formação internacional amplia a forma como enxergamos os problemas jurídicos e econômicos.

Quais são hoje os principais eixos da sua atuação internacional?

Marcelo Godke: Tenho trabalhado bastante com contencioso transacional entre Brasil e Europa, especialmente envolvendo Portugal e Holanda, onde há casos em andamento. Também atuo entre Brasil e Estados Unidos, embora lá o foco maior seja a estruturação de operações de investimento.

Como se dá esse trabalho nos Estados Unidos?

Marcelo Godke: Há muitos brasileiros investindo nos Estados Unidos, tanto no setor imobiliário quanto no financeiro. Eu assessoro investidores e instituições financeiras brasileiras que estruturam operações lá, sempre considerando o viés regulatório. Também estruturamos investimentos na economia real, como aquisição ou criação de empresas nos setores de serviços, indústria e saúde.

Além da advocacia tradicional, o senhor atua em outras frentes ligadas ao mercado financeiro?

Marcelo Godke: Sim. Faço um trabalho que não é exclusivamente jurídico, mas decorre da minha formação. Estruturo governança corporativa para empresas que acessam o sistema financeiro e o mercado de capitais e ajudo na criação de produtos financeiros. É uma atividade que extrapola o Direito puro, mas que depende fortemente do conhecimento jurídico.

O Prêmio Nacional Justiça em Foco dialoga com essa visão mais ampla do Direito?

Marcelo Godke: Completamente. Ele reconhece que o Direito não está isolado. Ele conversa com economia, política, instituições e mercado. Esse prêmio reforça a ideia de que excelência jurídica também passa por compreender esse ecossistema de forma integrada.

Que mensagem o Prêmio Nacional Justiça em Foco deixa para as novas gerações de advogados?

Marcelo Godke: A de que o caminho é longo, mas consistente. Que o trabalho feito com seriedade, técnica e responsabilidade institucional tende a ser reconhecido. Não necessariamente rápido, mas de forma sólida. E isso, no Direito, talvez seja o reconhecimento mais duradouro.

redacao@justicaemfoco.com.br

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