
As apostas esportivas online ganharam força no Brasil nos últimos anos, embaladas por propagandas em jogos de futebol, patrocínios milionários e a facilidade de apostar pelo celular. De acordo com o Raio-X do Investidor Brasileiro, realizado em abril de 2024 pela Anbima/Datafolha, 23 milhões de pessoas, ou seja 15% da população acima de 16 anos, fizeram alguma aposta em 2024. Entre esses apostadores, quase metade (47%) está endividada e 4 milhões (16%) chegam a enxergar a prática como uma forma de investimento.
No Brasil, as chamadas apostas de “quota fixa”, que informam qual o valor do possível prêmio, foram legalizadas em 2018, mas a regulamentação completa do setor ainda não tem previsão de sair. Isso permite que muitas plataformas internacionais operem de forma semirregulada, oferecendo opções que parecem diversão, mas podem ser um grande risco financeiro.
“Em muitos casos, o consumidor não tem condições de pagar as contas mensais, ou não tem um fluxo adequado e tenta apostar para garantir renda extra, gerando um risco ainda maior”, comenta Camila Poltronieri Flaquer, Head de Cobrança Digital da Recovery. “É um dinheiro que deveria estar protegido, não exposto a um jogo de sorte. A aposta precisa ser vista como uma despesa de lazer que não volta mais, assim como ir ao cinema ou comprar um ingresso de show”.
Os riscos de apostar online
Com a regulamentação ainda incompleta no Brasil, nem todas as plataformas seguem padrões rígidos de transparência e segurança. Isso expõe o jogador a golpes, manipulação de resultados e dificuldades para reaver valores devidos nas plataformas.
A aposta nunca deve ser vista como uma forma de ganhar dinheiro, e muito menos como investimento. Para saber se um site de apostas é minimamente regularizado no Brasil, o principal ponto a ser observado é se a empresa possui a autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) e se cumpre os requisitos estabelecidos na Lei 14.790/2023, a qual regulamenta as apostas de quota fixa no Brasil.
"Jogos de apostas envolvem riscos e, por isso, é importante repensar esse gasto, priorizando atividades que tragam satisfação real e um lazer saudável. Evitar esse tipo de prática e se organizar financeiramente para utilizar essa reserva para outros tipos de finalidades, com certeza são passos essenciais para reduzir prejuízos", conclui Camila Poltronieri.
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