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Velório da ministra Assusete Dumont Reis Magalhães será nesta terça-feira (2), no STJ

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O velório da ministra aposentada Assusete Magalhães, que faleceu nesta segunda-feira (1º), será realizado nesta terça-feira (2), a partir das 9h30, no Salão de Recepções do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Às 14h30, será celebrada uma missa de corpo presente, também no tribunal. O sepultamento está previsto para às 17h, no cemitério Campo da Esperança (Ala dos Pioneiros), em Brasília. Pioneira no Judiciário, ela estava em São Paulo para tratamento de saúde.

Oriunda do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1)
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região manifesta profundo pesar pelo falecimento da sua ex-presidente, cuja trajetória na magistratura contribuiu de forma decisiva para o desenvolvimento da Justiça brasileira. Em 19 de outubro de 1993, tomou posse no cargo de desembargadora federal do TRF1, promovida por merecimento. Integrou a Comissão do V, VI e VII concurso público para provimento de cargos de Juiz Federal Substituto da 1ª Região, presidindo a Comissão do VII certame. Também foi diretora da Escola da Magistratura Federal da 1ª Região (Esmaf), de 2000 a 2002; corregedora da Justiça Federal de 1º grau da 1ª Região no biênio 2004/2006 e, em 19 de abril de 2006, tomou posse no cargo de presidente do TRF1 para o biênio 2006/2008, tendo sido a primeira mulher a presidir uma corte federal no Brasil, período em que atuou na modernização administrativa.

STJ
Nos 11 anos que passou no Superior Tribunal de Justiça (STJ), a magistrada foi responsável por importantes contribuições para a jurisprudência, sobretudo em matérias de direito público, e para a gestão de precedentes, tendo integrado, desde 2017, a Comissão Gestora de Precedentes e de Ações Coletivas (Cogepac), cuja presidência assumiu a partir de maio de 2023. Ela foi, também, a primeira mulher a dirigir a Ouvidoria da corte.

Assusete Dumont Reis Magalhães
Nascida em Serro (MG), Assusete trilhou uma trajetória marcada por desafios, desde a resistência familiar para estudar Direito, até a conquista de espaços inéditos na magistratura mineira, enfrentando ainda o doloroso afastamento da família após sua transferência para o Rio de Janeiro, uma fase que exigiu, sobretudo, coragem, palavra que define vários outros momentos da vida da ministra. A paixão pelo direito e a determinação com que a perseguiu impulsionaram sua trajetória pessoal e profissional. Nascida em Serro, cidade mineira a 228 km de Belo Horizonte, Assusete Magalhães passou a infância em meio às belezas naturais e ao rico patrimônio histórico-cultural daquela região. O seu passatempo predileto, porém, era ouvir as sessões do tribunal do júri que ecoavam na praça em frente ao fórum. Foi ali, inspirada pela oratória dos advogados, que surgiu o sonho de ser juíza. Pouco tempo depois, sem que a mãe soubesse, decidiu prestar o vestibular para a faculdade de direito. "O destino natural da mulher, naquela ocasião, concluído o ensino médio, era o casamento. Não havia opção. Minha mãe tomou ciência da aprovação através dos jornais", revelou a ministra em entrevista ao programa 3 e UMA, produzido pela Coordenadoria de TV e Rádio do STJ (CRTV).
Assusete Magalhães deixa o esposo, Júlio Cézar de Magalhães, três filhos e quatro netos.

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