TJ–AM lança força-tarefa para zerar 9 mil processos até julho
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Diretores de secretaria e Assessores de Gabinete terão prazo até o dia 31 de julho para identificar e dar baixa em 9 mil processos. A meta foi estabelecida nesta terça-feira (14 de julho) durante reunião entre o presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), Francisco Auzier Moreira e os servidores. O encontro foi coordenado pelo juiz auxiliar da presidência, Marco Antônio Pinto da Costa, diretor de TI (Tecnologia da Informação) do Tribunal.
A reunião faz parte do esforço para o cumprimento da Meta nº 2 do CNJ. A meta do Conselho é que os tribunais julguem até o final de 2009 todos os processos distribuídos até 31 de dezembro de 2005.
Na reunião do TJ-AM foi designada uma força-tarefa entre as secretarias envolvidas, com o apoio dos magistrados e serventias judiciais para tentar compatibilizar as informações repassadas com a realidade.
A missão
A reunião teve início às 11h30m e contou com a participação de aproximadamente 50 assessores. Ao pedir a cooperação dos servidores, o presidente Auzier disse que o horário teria que ser ampliado “senão não vamos dar conta de mais essa missão”, disse o desembargador.
De acordo com Marco Antônio, a diretoria de T.I. já vem trabalhando para identificar esses processos já há algum tempo, mas nem todos os problemas foram identificados. “Vocês é que terão de nos passar isso. Por isso estamos pedindo o empenho de todos,” , cobrou o juiz. Com isso poderá ser feita a verificação dos dados estatísticos referentes aos processos descritos na meta e o encaminhamento até o dia 10 de julho dos dados corretos ao CNJ.
Segundo Marco, o esforço será necessário para regularizar, inclusive, a situação de processos que já foram julgados e continuam no sistema. “É preciso dar baixa para podermos avaliar quantos processos continuam pendentes”, disse Antônio.
Uma equipe formada por três técnicos de T.I. ficará à disposição dos assessores para checar as informações repassadas pelos gabinetes. A comissão de T.I. chegou a um consenso que os dados informados ao TJ-AM não expressam a realidade e que para solucionar o problema deverá ser feita em cada gabinete uma depuração para corrigir as possíveis falhas existentes. “São essas informações que alimentam as estatísticas, razão pela qual estamos trabalhando pela adoção de um único canal onde as informações sejam cadastradas para que não haja eventuais divergências do que há realmente com o que consta nos programas estatísticos”, explicou o juiz Marco Antônio.