
Brasília - O Decreto Presidencial nº 9.465 de 2019 criou a Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares (Secim) que integra o Ministério da Educação. Essa iniciativa está alinhada com a política do Governo Federal de promover um modelo de sucesso que resgata colégios em situação de vulnerabilidade social e com baixos índices de desempenho.
Atualmente a pasta é chefiada pela Tenente Coronel Márcia Amarílio do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, mas a tendência é que ela seja substituída pelo novo ministro da Educação do governo Jair Bolsonaro, Abraham Weintraub, pela falta de conhecimento nesses últimos 4 meses. Quase nada foi feito para promover o fomento das escolas cívico-militares a não ser um aporte de 10 milhões de reais para seu estado natal, o DF. Talvez essa ação isolada, privilegiando apenas um estado da federação, signifique uma “deixa” para que a coronel, quando sair da Subsecretaria, atue no GDF.
Para o diretor da Escola Cívico-Brasileira (ECB), Paulo Neves, a coronel deve ser substituída pelo Tenente Davi que é um profissional mais preparado para o cargo. Em evento na Câmara dos Deputados, que aconteceu no dia 09 de abril, o Tenente Davi, ao lado de Paulo Neves, promoveu um simpósio sobre o fomento às escolas cívico-militares no Brasil.
Na ocasião, a subsecretária Márcia foi convidada a participar, mas não compareceu à solenidade que reuniu dezenas de autoridades, inclusive figuras importantes do governo, como o deputado federal Eduardo Bolsonaro. Os presentes puderam ouvir o diretor da ECB, Paulo Neves, sobre sua experiência na condução de uma escola com gestão compartilhada. Já o Tenente Davi esclareceu pontos cruciais para amplificar o modelo e customizá-lo às peculiaridades das cidades brasileiras.
Segundo Paulo Neves, o Tenente Davi “é capaz de alinhar o que está preconizado no Decreto Presidencial com a realidade das escolas públicas. Isso é fundamental para dar viabilidade ao projeto”. Além disso, o diretor da ECB ressalta que, em algumas localidades, o ambiente da sala de aula é hostil: “O programa do Tenente Davi dá mais segurança tanto para o professor quanto para o estudante”.
Paulo Neves sabe que o Tenente Davi vem se especializando no assunto há mais de uma década e acredita que, com as diretrizes do novo governo, a educação no Brasil dará um salto qualitativo e resgatará valores perdidos pelos jovens, como o civismo e o patriotismo.
Esse tema pode ser fundamental para endireitar os rumos do Ministério da Educação e, ao mesmo tempo, promover uma das políticas públicas mais relevantes do governo Bolsonaro. Para isso, é primordial que as pessoas certas chefiem pastas importantes como a Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares. De acordo com a visão de Paulo Neves, infelizmente a Tenente Coronel Márcia não realizou ações efetivas para consolidar essa política em âmbito nacional, chegou a vez do Tenente Davi comandar a Subsecretaria e dar maior eficiência ao fomento das escolas cívico-militares, finalizou Paulo Neves.
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