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Geraldo Alckmin entrou pessoalmente no circuito que pode devolver fôlego à Avibras e fez questão de sinalizar que o governo não assistiria de braços cruzados à crise de um dos principais nomes da indústria de defesa brasileira.
A direção da Avibras Indústria Aeroespacial informou ao Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região que pretende retomar as atividades da fábrica no dia 16 de março. A medida depende da conclusão do acordo para pagamento das dívidas trabalhistas e da solução da recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo.
Nos bastidores, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, tem tratado o tema como prioridade estratégica. Interlocutores relatam que ele acompanhou as negociações e defendeu a articulação para garantir segurança jurídica e previsibilidade ao processo.
Fundada pelo engenheiro João Verdi, formado pelo ITA em 1958, a Avibras já foi a maior indústria de defesa da América Latina, com faturamento bilionário e cerca de 80% da produção voltada à exportação. A empresa reúne engenheiros formados pelo ITA e por universidades de ponta, consolidando capital humano altamente qualificado.
Aliados de Alckmin avaliam que a retomada da Avibras reforça a estratégia de fortalecimento da base industrial de defesa e de estímulo à indústria nacional em setores considerados estratégicos. A expectativa no governo é de que, superadas as etapas jurídicas e trabalhistas, a empresa volte a operar e recupere espaço no mercado internacional.