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Por Ronaldo Nóbrega
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CEO e editor do portal Justiça em Foco, jornalista e memorialista.

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Décio Oddone deixa comando da Brava

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Ronaldo Nóbrega 13 de janeiro de 2026
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No comunicado ao mercado, a Brava Energia escolheu um tom sóbrio para marcar o fim de um ciclo e preparar o terreno para o próximo. Ao agradecer a Décio Oddone (foto), a empresa não fez apenas um gesto de praxe, mas registrou o papel de um executivo que atuou justamente quando o risco era maior e a margem para erro, menor.

Coube a Oddone liderar o processo de formação e consolidação da companhia no setor brasileiro de óleo e gás, etapa em que decisões técnicas, disciplina financeira e credibilidade institucional pesam mais do que slogans. Sob sua gestão, avançou a implementação do projeto Atlanta desde a concepção e foram conduzidos os esforços de recuperação da produção em Papa-Terra, ativos que funcionam como prova concreta da capacidade operacional da empresa.

Ao afirmar que o executivo deixa bases estruturadas para a próxima fase de crescimento, a Brava envia um recado calculado ao mercado. A transição não nasce de crise, mas de cronograma estratégico. Ficam como legado a cultura de eficiência e o foco em segurança operacional, valores que raramente chamam atenção nos períodos de bonança, mas definem a sobrevivência quando o ciclo vira.

Na mesma linha, o conselho elegeu Richard Kovacs como novo diretor-presidente, com posse prevista para 1º de fevereiro de 2026, após o período de transição.